"Nata" da moda e casal Sarkozy prestam homenagem a Yves Saint Laurent

6 de jun. de 2008, 12:13 — Lusa / AO Online

"Vai ser necessário deixá-lo agora", declarou Pierre Bergé, diante do caixão daquele que foi o seu companheiro durante 50 anos.     Bargé expressou a sua "admiração" e o seu "amor" por Yves Saint Laurent, que morreu domingo aos 71 anos e era considerado, juntamente com Chanel, como o costureiro francês "mais importante do século XX".     A actriz Catherine Deneuve, uma das mais fiéis amigas do estilista, leu extractos de um poema do norte-americano Walt Whitman: "Quanto a ti, morto, em vão me tentas espantar".     O caixão em carvalho com os restos mortais do "príncipe da moda" chegou à Igreja Saint-Roch, decorada com flores de jasmim, sob os aplausos de uma multidão, antes de ser coberto com um pano cor de açafrão, sobre o qual foram depositadas espigas verdes de trigo.     Numerosos costureiros, antigos manequins e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e a mulher, Carla Bruni, renderam uma última homenagem ao estilista que revolucionou o guarda-roupa feminino a partir dos anos 60, criando o célebre "smoking" para as mulheres.     Kenzo Takada, Hubert de Givenchy, Christian Lacroix, John Galliano, Vivienne Westwood, Valentino, Jean Paul Gaultier e Inès de la Fressange foram alguns dos costureiros presentes nas cerimónias.     Depois da homilia, ecoou na igreja a voz da diva Maria Callas, da qual Yves Saint Laurent era grande admirador, interpretando um extracto de Norma, de Bellini, e de Requiem, de Mozart.     Fora da igreja, na Rua Saint-Honoré, que foi fechada ao trânsito, uma multidão pôde seguir a missa através de um ecrã gigante.     No final das cerimónias fúnebres, o caixão foi coberto com a bandeira tricolor francesa e transportado para o meio da rua, onde recebeu honras militares. Personalidades e gente anónima fizeram um minuto de silêncio antes de o féretro ter sido levantado sob aplausos.     Os restos mortais de Yves Saint Laurent, que nasceu na Argélia, serão incinerados e as cinzas conservadas numa sepultura nos jardins de Majorelle, em Marrakech (Marrocos).     Saint Laurent e Pierre Bergé tinham comprado nos anos 80 a "villa" e os jardins que pertenceram ao pintor Jacques Majorelle.