Nascimentos aumentaram em Portugal com um terço dos bebés de mães estrangeiras
30 de abr. de 2026, 12:34
— Lusa/AO Online
Ao divulgar as estatísticas vitais
da população relativas a 2025, o INE sublinhou que se agravou o saldo
natural, embora a região da Grande Lisboa mantivesse um saldo positivo
pelo terceiro ano consecutivo.O número de mortes aumentou 2,9%, face a 2024, situando-se em 121.817.“Destes, 246 óbitos foram de crianças com menos de um ano (menos oito do que em 2024)”, constataram os estatísticos.A
diminuição dos óbitos infantis e o aumento do número de nados-vivos
traduziu-se na diminuição da taxa de mortalidade infantil para 2,8
óbitos por mil nados-vivos (3,0‰ em 2024), segundo a mesma fonte.“O
agravamento do saldo natural, em 2025, para -34.053 (-33.754 em 2024)
foi, assim, determinado pelo aumento do número de óbitos. A Grande
Lisboa foi a única região onde se registou, pelo terceiro ano
consecutivo, um saldo natural positivo (+414)”, de acordo com o Destaque
publicado pelo INE.No ano passado, 66,2%
do total de nascimentos foi de mães com idades entre os 20 e os 34 anos,
32,1% de mães com 35 anos ou mais e 1,8% de mães com menos de 20 anos. “Entre
2016 e 2025, registou-se um decréscimo de 0,8 pontos percentuais na
proporção de nados-vivos de mães com idades inferiores a 20 anos”,
referiu o INE.Apesar de, nos últimos três
anos, a proporção de bebés de mães com 35 ou mais anos se ter mantido
nos 32%, no período em análise verificou-se um aumento de 0,6 pontos
percentuais na proporção de nascimentos com mães de idade superior a 35
anos.Em 2025, celebraram-se 37.714
casamentos em Portugal, mais 1.081 do que em 2024, dos quais “36.651
entre pessoas de sexo oposto e 1.063 entre pessoas do mesmo sexo”.