Nasceram menos 518 bebés em Portugal no primeiro semestre do ano em relação a 2023
11 de jul. de 2024, 10:08
— Lusa/AO Online
De acordo com o Instituto
Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), “na primeira metade deste
ano, foram estudados 41.284 recém-nascidos no âmbito Programa Nacional
de Rastreio Neonatal, menos 518 do que em igual período do ano passado
(41.802)”.Segundo os dados oficiais,
janeiro (7.683), maio (7.181) e abril (7.040) foram os meses no primeiro
semestre com maior número de recém-nascidos rastreados.Lisboa, Porto, Setúbal e Braga são os distritos com maior número de recém-nascidos testados.Já
Bragança, Portalegre, Guarda, Beja e Vila Real foram os distritos com
menor número de bebés rastreados, com valores mensais abaixo de uma
centena.O “teste do pezinho” permitiu
identificar, em 2023, 150 casos de doenças raras entre os 85.764 bebés
estudados, dos quais 54 são de doenças hereditárias do metabolismo, 50
de hipotiroidismo congénito, seis de fibrose quística, 34 de
drepanocitose e seis de atrofia muscular espinal.Coordenado
pelo INSA, através da sua Unidade de Rastreio Neonatal, Metabolismo e
Genética, do Departamento de Genética Humana, o PNRN rastreia, desde
1979, 28 patologias, tendo até final de 2023 identificado 2.692 casos de
doenças raras, na sequência do rastreio realizado a 4.224.550
recém-nascidos. Segundo o instituto, a
identificação da doença possibilitou que “todos os doentes iniciassem de
imediato um tratamento específico, evitando défice intelectual e outras
alterações neurológicas ou extraneurológicas irreversíveis, com a
consequente morbilidade ou mortalidade”. Apesar
de não ser obrigatório, o programa tem atualmente uma taxa de cobertura
de 99,5%, sendo o tempo médio de início do tratamento de cerca de 10
dias.O “teste do pezinho” é efetuado a
partir do terceiro dia de vida do recém-nascido, através da recolha de
umas gotículas de sangue no pé da criança.