NASA corrige falha de comunicação em primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos
Hoje 11:56
— Lusa/AO Online
"Aproximadamente
51 minutos após o lançamento, durante uma transferência de satélite
planeada, a sonda Orion apresentou um problema de comunicação que
resultou numa perda parcial e temporária de comunicação", disse o
administrador da NASA.Em conferência de
imprensa, Jared Isaacman acrescentou que a tripulação
conseguia ouvir os especialistas da NASA na Terra, mas não conseguia
ouvir os quatro astronautas."Não houve problemas com a própria nave. As comunicações com a tripulação já foram restabelecidas", afirmou Isaacman.A NASA informou que a situação foi resolvida e que a nave já se encontra em órbita terrestre baixa."Em breve, a tripulação executará a queima de apogeu, colocando a nave numa órbita terrestre alta e estável", explicou Isaacman.Antes
do lançamento do foguetão que porá em órbita a cápsula Orion, com
quatro astronautas, a NASA já tinha resolvido um outor
problema relacionado com as comunicações do sistema de terminação de
voo, que poderia ter impedido o lançamento da Artemis II.Com
condições meteorológicas favoráveis, o foguetão SLS - o mais poderoso
já lançado pela NASA - levantou voo cerca de 11 minutos depois do
previsto, com milhares de espetadores a
festejarem nos arredores do Centro Espacial Kennedy, no estado da
Florida.Esta missão lunar é histórica por
ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um
homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da
Agência Espacial Canadiana.Em órbita,
serão realizadas verificações e manobras visando garantir a fiabilidade e
a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos.Se
estes testes forem bem-sucedidos, a sonda irá gerar o impulso
necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à
Lua, que irá durar entre três a quatro dias, durante os quais os
astronautas irão realizar mais testes e experiências científicas.Assim
que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o
seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13,
tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.Após
um voo de teste do foguetão e da nave espacial em 2022, a NASA quer
garantir que funcionam corretamente durante a missão Artemis II antes de
tentar uma alunagem em 2028, na missão Artemis IV.Estas
observações poderão ajudar a NASA a escolher o local de aterragem da
Artemis IV, que se aventurará no Polo Sul da Lua, onde nunca esteve um
ser humano.