NASA analisa duas alternativas para trazer amostras recolhidas por robô em Marte
8 de jan. de 2025, 17:21
— Lusa/AO Online
A
agência espacial norte-americana pretende escolher entre uma das duas
opções definidas até ao momento a partir do segundo semestre de 2026.O
administrador da NASA, Bill Nelson, detalhou em videoconferência que
uma das opções basear-se-ia nas novas possibilidades comerciais de levar
a carga útil do módulo de aterragem à superfície de Marte e implicaria
um custo que variaria entre os 5.800 e os 7.100 milhões de dólares.A
outra estratégia de recolha de cerca de 30 amostras que o Perseverance
apanhou "vai aproveitar os projetos de sistemas de entrada, descida e
aterragem realizados anteriormente, nomeadamente o método do guindaste
aéreo, demonstrado com as missões Curiosity e Perseverance", segundo a
agência espacial.Esta opção implicaria um
orçamento entre 6.600 e 7.700 milhões de dólares, revelou Nelson, que
especificou que para prosseguir a análise de ambas as "arquiteturas"
será necessário que o Congresso aprove uma dotação de 300 milhões de
dólares para o ano fiscal de 2025.Esta
nova abordagem garante que a NASA consegue trazer as amostras de Marte
com "economias significativas de custos" e de tempo comparativamente ao
plano anterior, acrescentou o administrador cessante da NASA, que estima
que com base em qualquer uma destas duas alternativas as amostras
poderão chegar à Terra entre 2035 e 2039."Estas
amostras têm o potencial de mudar a forma como compreendemos Marte, o
nosso universo e, em última análise, a nós próprios", sublinhou Nelson.As
amostras recolhidas pelo rover Perseverance, que descolou em julho de
2020 e chegou ao Planeta Vermelho a 18 de fevereiro de 2021, permitirão
decifrar se o planeta vizinho já acolheu vida.Para
ambas as opções possíveis, está contemplada uma versão mais pequena do
veículo que voará com as amostras de Marte até à nave da Agência
Espacial Europeia (ESA) que estará a orbitar o planeta vermelho e será
responsável pelo transporte da carga até à Terra.Os
painéis solares da sonda serão substituídos por um sistema de energia
radioisótopo que pode fornecer energia e calor durante a época de
tempestades de poeira em Marte, destacou na terça-feira a agência
norte-americana.Bill Nelson revelou também
na terça-feira que até ao momento não falou sobre este programa com o
próximo responsável da NASA, o milionário Jared Isaacman, nomeado pelo
presidente eleito, Donald Trump, para liderar a agência espacial
norte-americana.Para o ainda responsável, é "responsável" oferecer alternativas à nova administração.