"Não temos qualquer margem de manobra"

OE2013

15 de out. de 2012, 17:44 — Lusa/AO online

Numa conferência de imprensa para apresentação do Orçamento do Estado para 2013 (OE2013), Vítor Gaspar reconheceu ser "natural que surjam receios" perante a situação difícil do país. No entanto, disse o ministro, "recuar agora e desperdiçar todo o esforço seria incompreensível". "O nível da dívida pública, que vai aumentar acima dos 120 por cento [do Produto Interno Bruto] em 2013, não permite margem adicional", continuou Gaspar, notando que a renegociação das metas do défice para este ano e para o próximo só foi possível graças ao "capital de credibilidade acumulado" pelo Governo. Dessa forma, argumenta Gaspar, não há alternativa a este orçamento. "Esta proposta é a única possível. Não temos qualquer margem de manobra. Pôr em causa o orçamento é pôr em causa o programa de ajustamento", afirmou. O Governo entregou hoje na Assembleia da República a proposta de lei do Orçamento do Estado para 2013.