Não estamos assustados nem vamos inverter objetivos
7 de mai. de 2024, 17:54
— Lusa
Luís Montenegro
falava aos jornalistas no fim de uma reunião da Comissão Permanente de
Concertação Social, na sede do Conselho Económico e Social, em Lisboa.Questionado
se em matéria de contas públicas há falta de reservas e se o Governo
encontrou o diabo, respondeu: "Não vale a pena inventar diabo na cabeça
de ninguém"."Sobre a situação financeira,
já tive ocasião de dizer e posso reiterar: o que sucede é o seguinte:
nós no final do primeiro trimestre do ano temos défice nas contas
públicas. E já tive ocasião de referir que o nosso objetivo é chegar ao
fim do ano e ter contas públicas positivas", acrescentou."A
minha convicção e do Governo é que vamos alcançar esse objetivo.
Portanto, não estamos assustados com isso, mas não vamos é esconder uma
realidade que é objetiva", concluiu o primeiro-ministro.Luís
Montenegro reiterou que o anterior Governo do PS deixou "uma situação
financeira que não é exatamente aquela que foi propalada", pelo "volume
de despesa no primeiro trimestre do ano", considerando que "os
portugueses têm direito a saber a verdade"."É
só isso. Se vamos com isto inverter os nossos objetivos políticos, se
vamos com isto prejudicar os nossos compromissos eleitorais? Não, não
vamos", ressalvou.Interrogado se o Governo
pretende fazer alguma alteração ao Programa de Estabilidade em função
da situação orçamental a que se tem referido nos últimos dias, o
primeiro-ministro respondeu: "Neste momento, não"."Nós
teremos, no próximo mês de setembro, à luz das novas regras orçamentais
da União Europeia, de apresentar a projeção de estabilidade para os
próximos anos", realçou.