Não docentes levam 11.000 assinaturas ao parlamento por carreira especial
11 de dez. de 2024, 15:35
— Lusa/AO Online
As
assinaturas, mais do dobro do necessário para a discussão em plenário,
foram recolhidas pela Federação Nacional dos Sindicatos dos
Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, que hoje concentrou, em São
Bento, próximo da Assembleia da República, um grupo de dirigentes e
delegados sindicais para lembrar uma reivindicação antiga.Em
declarações à agência Lusa, o dirigente sindical Artur Sequeira afirmou
que se desconhece, neste momento, o número de trabalhadores nas
escolas, mas que o reconhecimento de uma carreira específica para os
trabalhadores não docentes implicaria também uma valorização salarial
para estes funcionários.“A maioria das
pessoas ganha o salário base da Administração Pública. Levam para casa
pouco mais de 700 euros por mês”, sublinhou.A ação visa também “denunciar a falta de negociação por parte do Ministério da Educação”, segundo a mesma fonte.A Federação considera que todo o trabalho prestado por estes trabalhadores é apoio educativo.“Esta
carreira é fundamental para segurar trabalhadores nas escolas”,
defendeu Artur Sequeira: “Só assim é que vão para uma função cientes de
que é paga como deve ser e que é dignificada como deve ser”.No documento, pede-se também que as escolas sejam dotadas dos trabalhadores necessários.“É
uma tarefa extremamente dura de fazer, o nível etário destas pessoas
continua a ser muito elevado”, sustentou o dirigente sindical, antes de
se dirigir à Assembleia para entregar a petição.