Nanotecnologia substitui órgãos 'doentes' a partir da pele
7 de ago. de 2017, 18:38
— Lusa/AO online
A nova tecnologia, desenvolvida por
cientistas da universidade norte-americana de Ohio, pode ser usada para
reparar ou regenerar tecidos, incluindo órgãos, vasos sanguíneos e
células nervosas. No estudo, cujos resultados foram publicados
na revista científica Nature Nanotechnology, a equipa conseguiu
reprogramar células da pele para se tornarem células do sistema vascular
em patas de porco gravemente feridas e com falta de circulação
sanguínea. Ao fim de uma semana, apareceram na pata do animal vasos sanguíneos funcionais. Duas semanas depois, a pata ficou curada. Numa
outra experiência, a equipa reprogramou células da pele 'in vivo' em
células nervosas, que foram injetadas no cérebro de ratos para ajudá-los
a recuperar de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). A
tecnologia foi desenhada para 'entregar', através de um 'chip', novo
material genético (ADN e ARN) a células adultas e convertê-las em outro
tipo de células. A nova informação genética é distribuída no
organismo quando o 'chip', colocado momentaneamente sobre a pele, é
'ativado', em menos de um segundo, com uma pequena descarga elétrica. A equipa científica tenciona testar a nanotecnologia em humanos em 2018.