Música portuguesa com dezenas de novos discos em 2018
29 de dez. de 2017, 10:12
— Lusa/AO online
O
calendário discográfico disponibilizado à agência Lusa por várias
editoras e promotoras portuguesas revela uma colheita de muito pop rock,
algum fado, eletrónica e jazz. O
primeiro regresso do ano está marcado para 19 de janeiro, quando chegar
às lojas "Misfit", o disco que Paulo Furtado (The Legendary Tigerman)
compôs e gravou nos Estados Unidos e que disponibilizou este mês para
escuta nas plataformas de ‘streaming’.Ainda
em janeiro sairá "Nação Valente", o novo álbum de Sérgio Godinho,
depois de ter editado um romance de estreia, e espera-se novo disco dos
Oioai, sucessor de "Pela Primeira Vez" (2015).Para
fevereiro, estão agendadas as edições dos novos discos do saxofonista
Desidério Lázaro, "Moving", da cantora Cristina Branco, "Branco", e dos
Linda Martini, gravado em Espanha, e antecipado pelo tema "Gravidade".A
primavera trará novo álbum de Manel Cruz, o eterno vocalista dos
Ornatos Violeta que já não edita desde que os Supernada lançaram "Nada é
possível" em 2012. Manel Cruz regressa aos discos com temas que tem
testado este ano em palco, na companhia de Nico Tricot, António Serginho
e Eduardo Silva.Ainda
no primeiro trimestre serão editados os novos álbuns do 'rapper' Valas,
da cantora Carolina Deslandes, dos Riding Pânico, de Sean Riley and the
Slowryders e dos Birds are Indie, numa curva sonora a caminho do rock,
alcançando as sonoridades mais pesadas com o novo disco de Sinistro,
“Sangue Cássia”, a editar pela francesa Season of Mist no começo do ano.Também
no primeiro trimestre, a dupla Medeiros/Lucas lançará "Sol de Março",
que encerra uma trilogia, e a fadista Mariza lançará novo registo com
produção de Javier Limón.Ainda
na primavera, estão previstos também novos trabalhos de Filho da Mãe,
Marvel Lima, Amor Electro, Them Flying Monkeys, Mila Dores, Keep Razors
Sharp, The Twist Connection, Jorge Palma, Joana Espadinha e dos Galgo,
que prometem um outro disco no segundo semestre.Ainda
sem data de edição está o novo álbum dos Capitão Fausto, gravado este
mês em São Paulo, no Brasil, e que sucederá a "Capitão Fausto têm os
dias contados", de 2016.Do
Brasil virá também o novo álbum que o quarteto de concertinas Danças
Ocultas gravou com produção do músico Jaques Morelenbaum e ainda sem
data de edição.O
próximo ano ficará também marcado pelos novos discos de David Fonseca,
Luísa Sobral, Dead Combo, dos fadistas Carlos do Carmo e Duarte, de
Luísa Amaro, Norberto Lobo, Glockenwise, Pedro Abrunhosa, Bispo, Tozé
Brito, The Happy Mess, Aurea, Paus, Diabo na Cruz, Prana, Toulouse e
Beautify Junkyards.Throes + The Shine, D’Alva, Darko, Salto e Holy Nothing editarão depois do verão.Do
segundo semestre sabe-se já que contará com o terceiro disco dos First
Breath After Coma (em outubro) e com o novo álbum dos Black Bombaim,
resultado de três residências artísticas que sairá acompanhado de um
documentário.Mas nem só de regressos se fará 2018. Há a assinalar algumas estreias discográficas.Em
janeiro apresenta-se o garage rock dos Fugly, em fevereiro estreia-se
Adrix, um jovem afro-português sediado na periferia de Manchester, em
março chega o álbum dos Whales, em abril o de Isaura e em maio
anunciam-se os Lusitanian Ghosts, coletivo que junta, entre outros,
Omiri, Guillermo de Llera (Primitive Reason) e O Gajo.Ainda
no primeiro semestre aguardam-se os álbuns de estreia dos Cassete
Pirata, de Senhor Doutor, de Fernando Daniel, que venceu o concurso The
Voice Portugal 2016, e de um projeto que junta Afonso Pais e João Paulo
Esteves da Silva, intitulado "Silent Words – Música de Cole Porter".Para
setembro está já planeada a edição do projeto Spectral Songs, do
baixista João Hasselberg. Ainda sem data definida chegará o disco de
estreia dos Sangre Ibérico.Este
será ainda o ano em que alguns músicos se revelam a solo, para lá da
vida nos grupos em que alinham. São os casos do baterista dos Stone
Dead, Mr Galiani, que edita em janeiro o primeiro de três EP; de
Salvador Menezes, dos You Can’t Win Charlie Brown, que edita em março o
primeiro disco do projeto Tipo; e de Papillon, dos Grog Nation, cujo
primeiro trabalho está a ser produzido por Slow J.