6 de out. de 2020, 12:47
— Susete Rodrigues/AO Online
O conceito do novo logótipo parte da própria sigla do Museu ‘MCM’ e
da “ideia de tentar renovar a identidade do museu e a sua forma como se
apresenta ao público”, afirma o designer Alexandre Laranjeira,
explicando que existiu a preocupação de mostrar um outro lado do museu,
“um museu que está preocupado em renovar e inovar a sua imagem e
acompanhar os tempos que correm e, o conceito principal do logótipo foi
tirar partido da sigla ‘MCM’ para criar a nova identidade. Juntamente
com as três letras da sigla do museu vêm os seus três núcleos, que foram
simplificados graficamente em três espaços representados por quadrados.
Por fim, fez-se um cruzamento entre estes elementos, dando origem à
nova identidade do Museu Carlos Machado”.Nesta linha surge o novo
site onde se pode consultar as informações do museu, agora de uma forma
mais direta e simples. O conceito do site e do logótipo “estão
interligados porque a ideia foi sempre a de simplificar a forma como
comunicamos, ter uma comunicação mais direta com o público e o site traz
isso mesmo, a facilidade das pessoas interagirem com o museu, onde
podem consultar as nossas exposições, as nossas coleções e os eventos
que realizamos, de forma simples”, disse Alexandre Laranjeira.Recorde-se
que o Museu Carlos Machado esteve encerrado por ocasião do confinamento
e, de certa forma, teve que se adaptar aos novos tempos, daí a
necessidade de uma nova estratégia de comunicação. “Começámos a realizar
diversos conteúdos digitais que fomos publicando nas redes sociais”,
refere Sandra Bairos, coordenadora da comunicação, frisando que o site
acaba por ser uma peça fundamental porque permite “as visitas virtuais
às exposições e aos nossos núcleos e também ao programa educativo,
porque temos um conjunto de ações em que nos deslocávamos – às escolas
ou instituições, por exemplo - que nesse tempo de pandemia nem sempre
isso é possível e nesta matéria o site facilita essa aproximação com os
públicos que, assim, têm acesso aos nossos conteúdos”. O serviço
educativo do Museu Carlos Machado foi retomado aquando do
desconfinamento, mas seguindo as orientações da Autoridade de Saúde
Regional, com a “redução do número de elementos para cada visita, sendo
certo, também, que o número de instituições e de pessoas que nos
procuram é reduzido, por isso criamos novas estratégias nesse serviço
que passa pelo streaming (transmissão de conteúdos online) onde, por
exemplo, estamos nas salas de aulas e tudo o que iríamos mostrar
fisicamente aos alunos, fazemos online, ou seja, os alunos podem fazer
as perguntas e nós respondemos, fazemos as visitas aos locais indicados,
a duração da visita é igual como se estivessem cá” explica a
coordenadora de comunicação. Sandra Bairos sublinha ainda que “as
escolas e os professores procuram sempre o museu para consolidarem os
conteúdos que lecionam e nesse aspeto continuam a querer consolidar essa
informação com o museu. Então, se não podem vir, esta estratégia do
streaming acaba por ser muito facilitadora”.De acordo com Duarte
Melo, diretor do Museu Carlos Machado, antes da pandemia já existia a
preocupação de renovar a imagem do museu, até porque “o logótipo
anterior já tinha mais de 20 anos e estava ultrapassado no tempo; e a
pandemia veio requerer uma reflexão. Com este novo logótipo o museu
apresentar-se-á ao público com outra dinâmica porque estamos também num
tempo novo, num tempo de muitas perguntas e as instituições têm de se
perguntar sobre a sua missão e que papel é que querem desempenhar junto
das pessoas, percebendo que não se pode viver sem essa dimensão cultural
porque seríamos vazios”.Com uma grande carga evocativa da missão do
Museu Carlos Machado, enquanto serviço público, “não só na divulgação e
conservação dos seus espólios e de todo o seu património, mas sobretudo
no serviço que presta à comunidade na medida em que é um museu de
território e das suas gentes, este novo logótipo, todo ele, é uma
construção”, adianta o diretor do museu. Duarte Melo lembra que na
altura do confinamento “houve sempre uma preocupação quer da parte
técnica quer de todos os colaboradores do Museu Carlos Machado em
trabalharem as suas coleções e nesse sentido reforçamos o nosso
trabalho, usando as ferramentas da atualidade que nos permitem partilhar
as experiências, como a internet, as redes sociais, e com toda essa
renovação de imagem, de site e de comunicação, pretendemos, junto das
populações, ajudar a aprofundar essa consciência própria de uma
identidade, porque quer-se uma cultura despida de acessórios, porque a
cultura nasce da alma de um povo”.