Municípios dos Açores reivindicam 3,3 ME de IVA turístico
16 de set. de 2025, 17:47
— Lusa/AO Online
Alexandre
Gaudêncio especificou que os 3,3 milhões de euros “é devido [às
autarquias] de 2023, 2024 e já relativo a 2025”, sendo que a AMRAA quis
“perceber de que forma o Governo Regional irá disponibilizar essas
verbas”.O autarca, que foi recebido
pelo presidente do Governo dos Açores no âmbito das audiências sobre o
Plano e Orçamento, que decorrem no Palácio da Sant’Ana, em Ponta
Delgada, deixou expresso que gostaria que a verba fosse liquidada na
totalidade, em 2026.“O ideal seria a
totalidade da verba. Não sendo possível, uma parte significativa desse
montante”, referiu, salvaguardando que as câmaras municipais gostariam
de passar a receber o IVA Turístico diretamente do Orçamento do Estado.No
que respeita à Habitação, o líder da AMRAA adiantou que se está a
trabalhar, “numa fase pós Plano de Recuperação e Resiliência, em
soluções que permitem aproveitar o trabalho de casa que foi feito no
sentido de colocar no mercado muito rapidamente habitações a custos
acessíveis".Alexandre Gaudêncio revelou,
por outro lado, que a taxa de execução de fundos comunitários destinados
às autarquias é de 8%, sendo a AMRAA “muito crítica da forma como estão
a ser geridos”.“É necessário e urgente
rever os critérios quer de lançamento de novos avisos, quer da rapidez
da execução dos programas que as autarquias vão apresentando”, defendeu.
O presidente do Governo dos Açores, José
Manuel Bolieiro (PSD), está a receber desde segunda-feira os partidos
com assento parlamentar e parceiros sociais, no âmbito do processo de
preparação das antepropostas de Plano e Orçamento de 2026.O Plano e o Orçamento dos Açores para 2026 vão ser discutidos e votados na Assembleia Regional em novembro.O
executivo saído das eleições legislativas antecipadas de 04 de
fevereiro de 2024 Governa a região sem maioria absoluta no parlamento
açoriano e, por isso, necessita do apoio de outro partido ou partidos
com assento parlamentar para aprovar as suas propostas.PSD,
CDS-PP e PPM elegeram 26 deputados, ficando a três da maioria absoluta.
O PS é a segunda força no arquipélago, com 23 mandatos, seguido do
Chega, com cinco. BE, IL e PAN elegeram um deputado regional cada,
completando os 57 eleitos.