Município do Corvo instala incubadora de empresas no centro histórico
Hoje 17:39
— Lusa/AO Online
As
obras estão a decorrer desde fevereiro e o presidente da Câmara
Municipal do Corvo, Marco Silva, prevê que possam ficar concluídas
entre novembro e dezembro, dado que o prazo de conclusão é de 304 dias.O
autarca disse à agência Lusa que a Incubadora de Empresas e
Negócios de Base Local e Tecnológica, criada pelo município, será um
espaço importante para a ilha, porque “vai potenciar” a “criatividade
dos corvinos”, bem como acolher os visitantes que ali queiram
desenvolver a sua atividade empresarial.“A
incubadora, neste momento, está pensada para quatro postos de trabalho,
mais um de atendimento. Se tivermos essas empresas e a gestão for
correta, acho que é o espaço que está adequado às necessidades corvinas e
a quem nos procurar nesse sentido”, afirmou.Marco
Silva disse ter conhecimento de projetos “bastante inovadores” já
“montados” na mais pequena ilha dos Açores, que, “certamente, vão aproveitar a incubadora para se projetar”.Também
referiu que a autarquia dará prioridade aos corvinos na utilização do
espaço, mas não exclui a possibilidade de acolher empresários do
exterior e visitantes da ilha que o utilizem para ‘coworking’.O
projeto irá oferecer postos/empresa, espaços de ‘coworking’, sala de
reuniões/formações, bem como áreas comuns de fomento à cooperação e ao
aproveitamento de sinergias com a comunidade local.A
incubadora vai ocupar um edifício do centro histórico da vila que
estava devoluto e que foi adquirido pela Câmara Municipal. “É também uma
forma de [o município] ir reabilitando os edifícios devolutos da ilha”,
admitiu o autarca.Em termos económicos,
Marco Silva pressagia que a ilha do Corvo pode “aproveitar bastante o
turismo, de forma sustentada, bem pensada”, alegando que este setor é um
potencial da “região inteira”.“Não somos diferentes, vamos atrás desses investimentos e potenciar o Corvo”, admitiu.O
regulamento da Incubadora de Empresas e Negócios de Base Local e
Tecnológica do Corvo foi publicado em maio, em Diário da República.No
preâmbulo do regulamento, é sublinhado que o investimento na criação da
incubadora “tem como objetivo prioritário dotar o município de uma
infraestrutura capaz de desenvolver e revitalizar o ambiente económico e
empreendedor local”.“A incubadora
consubstancia uma aposta estratégica na promoção do empreendedorismo
local, através da disponibilização de uma oferta qualificada de serviços
de incubação e aceleração empresarial, prevendo-se nesse sentido
fomentar a criação de novos negócios, suportados numa rede capacitada”,
refere.Pretende-se que “corporize,
igualmente, uma estratégia municipal catalisadora do crescimento
inclusivo e sustentável, prioritariamente orientado para os setores
fundamentais para a economia local, tais como o turismo sustentável, o
agroalimentar, a economia do mar e os serviços de apoio às pessoas e às
empresas”.O projeto visa, ainda,
“alavancar e dinamizar novos negócios suportados num novo perfil de
especialização, particularmente nas áreas do empreendedorismo
tecnológico, com orientação estratégica para novos produtos
diferenciadores baseados nos recursos naturais da ilha, visando novos
mercados e a internacionalização”.A
entidade gestora da incubadora do Corvo é a Câmara Municipal e as
empresas incubadas têm um prazo de permanência de um ano, prorrogável
por igual período, até um máximo de três anos.