Município de Angra do Heroísmo reabilita igreja que é propriedade do Exército
20 de fev. de 2019, 11:30
— Lusa/AO Online
“O
trabalho que vai agora ser feito, o desenvolvimento e a consecução da
intervenção na igreja, vai permitir dar outra vida e outra qualidade a
este belíssimo imóvel”, adiantou o presidente da Câmara Municipal
de Angra do Heroísmo, Álamo Meneses, na cerimónia de assinatura do
protocolo com o Regimento de Guarnição n.º 1, que contou com a presença
do ministro da Defesa Nacional.Inserida
na Fortaleza de São João Baptista, onde está instalado o Regimento de
Guarnição n.º 1 do Exército Português, a igreja foi o primeiro monumento
mandado construir pelos reis de Portugal depois da Restauração da
Independência, em 01 de dezembro de 1640.O
edifício encontra-se num visível estado de degradação, sobretudo nos
“cunhais e na pedra exterior”, e a sua requalificação era há vários anos
reivindicada pela Câmara de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira,
Açores.Com o
protocolo assinado, o Exército compromete-se a facultar o acesso do
município à Igreja para os trabalhos de requalificação e manutenção, e a
permitir, após as obras, o acesso de habitantes e turistas ao edifício.Por
sua vez, o município de Angra do Heroísmo assume a responsabilidade de
efetuar as obras, orçadas em cerca de 300 mil euros, seguindo as
indicações de um relatório técnico elaborado pelo Instituto Pedro Nunes,
de Coimbra, encomendado pela autarquia.Segundo
Álamo Meneses, o Instituto Pedro Nunes deverá entregar o projeto da
obra “no decurso dos próximos meses”, mas ainda não há data para a obra
avançar.A
câmara vai ainda recuperar um edifício degradado à entrada da Fortaleza
de São João Baptista, onde será instalado, em colaboração com o Governo
Regional dos Açores, um centro interpretativo.“O
objetivo é criar um espaço para que quem visita esta fortaleza possa
compreender os enormes valores que aqui estão, não apenas do ponto de
vista cénico e arquitetónico, mas também no ponto de vista da nossa
história nacional”, frisou o autarca.Álamo
Meneses destacou a colaboração do Ministério da Defesa com a autarquia
de Angra do Heroísmo, não apenas neste protocolo, mas na cedência de
outros terrenos num passado recente, nos quais foram construídos um
parque de estacionamento e um passeio pedonal, que segundo o autarca é
“um dos espaços mais visitados da cidade”.Por
sua vez, o comandante da Zona Militar dos Açores, Meireles dos Santos,
sublinhou a relevância da reabilitação de um edifício com “elevada
importância histórica”, mas também da sua abertura à população.“Este
protocolo é um ato que se reveste de elevada importância, uma vez que
também é missão das Forças Armadas preservar e salvaguardar o
património”, apontou.