Município da Praia da Vitória acusa ministério do Ambiente de pôr em causa investimentos
8 de mai. de 2023, 17:44
— Lusa
“Estranhamos
este silêncio. Os processos pendentes são de enorme relevância em
matéria de saúde pública. E não falamos aqui de pedir nada de novo. São
processos em curso, que dependem de meras decisões administrativas por
parte do Ambiente, para que o Fundo Ambiental possa proceder aos
reembolsos que são devidos à Praia da Vitória”, afirmou a presidente da
autarquia (PSD/CDS-PP), Vânia Ferreira, citada em comunicado de
imprensa.Em causa, segundo a presidente do
município, está um investimento de cerca de 4,6 milhões de euros no
reforço do subsistema de abastecimento de água Agualva-Praia da Vitória.Em
setembro de 2021, quando o município era liderado pelo socialista
Tibério Dinis, o Fundo Ambiental celebrou um protocolo de cooperação
financeira com a autarquia, relativo a este investimento.No
entanto, segundo Vânia Ferreira, o protocolo não incluiu a empresa
municipal Praia Ambiente como entidade executora da empreitada.“A
Praia Ambiente é que tem delegada a competência na execução destes
trabalhos, mas, como não está referida no protocolo, o Fundo Ambiental
pode transferir as verbas para a câmara, mas esta, por imposição legal,
não as pode transferir para a Praia Ambiente”, explicou.A
autarca da Praia da Vitória alega que “bastaria uma adenda ao
protocolo” para o assunto ser ultrapassado, mas teria de “ser aceite
pelo ministério do Ambiente”.“Como este
não nos responde a qualquer pedido de reunião ou diálogo, o processo
está parado e a obra, que tem de estar concluída até 2025, corre o risco
de não ser realizada”, alertou, acrescentando que a situação “se
arrasta há vários meses”Segundo Vânia
Ferreira, há outros “dois processos com o Fundo Ambiental no valor de
cerca de 600 mil euros que se encontram por resolver”, um dos quais
relativo ao “pagamento de trabalhos a mais na empreitada de adução e
abastecimento de água Santa Rita/Juncal”. “No
troço da Canada da Mesquita, foram realizados trabalhos resultantes de
suspeitas de contaminação dos solos. O ministério da Defesa, em 2021,
reconheceu a validade destes e o seu enquadramento no Fundo Ambiental.
Mas, até hoje, o ministério do Ambiente nunca transferiu essa verba para
que o Fundo Ambiental possa ressarcir a Praia Ambiente”, apontou.A Lusa pediu uma reação ao ministério do Ambiente, mas até ao momento não obteve resposta.