MP arquiva inquérito sobre alegados maus tratos na Santa Casa de Angra do Heroísmo
29 de out. de 2019, 12:11
— Lusa/AO Online
“Por despacho proferido em 11 de
outubro de 2019, o Ministério Público (secção de Angra do Heroísmo do
DIAP) arquivou o inquérito onde se investigavam alegados maus tratos a
idosos ocorridos na Santa Casa da Misericórdia de Angra do Heroísmo”,
lê-se num comunicado divulgado pela Procuradoria do Ministérios
Público da Comarca dos Açores na sua página na internet.Segundo
a mesma nota, “da investigação efetuada - que incluiu a audição de 22
utentes daquela instituição - resultou prova bastante de não se ter
verificado aquele crime ou qualquer outro”.Em
julho de 2018, o Governo dos Açores anunciou a abertura de um inquérito
para avaliar as suspeitas de maus tratos nas Santas Casas da
Misericórdia de Ponta Delgada e Angra do Heroísmo e solicitar a
intervenção do Ministério Público."Face à
gravidade e ao teor das denúncias reportadas recentemente, que
constituem dados novos, o Governo dos Açores irá solicitar a intervenção
do Ministério Público, assim como determinar a abertura do devido
inquérito no sentido do apuramento cabal de todos os factos", adiantou
na altura o executivo açoriano, num comunicado conjunto das secretarias
regionais da Saúde e Solidariedade Social.O
anúncio surgiu na sequência de uma reportagem da TVI que dava conta de
queixas de maus tratos aos utentes nas duas instituições. No
comunicado, divulgado pelo Gabinete de Apoio à Comunicação Social, os
membros do executivo açoriano com a tutela da Saúde e da Solidariedade
Social salientavam que o Governo "não tolerou, não tolera, nem tolerará
situações que ponham em causa a dignidade dos utentes", acrescentando
que "em nenhum dos relatórios da Coordenação da Rede de Cuidados
Continuados da Região Autónoma dos Açores, sobre a situação de qualquer
uma das instituições com que se relaciona, é referida a prática ou a
suspeita de prática de agressões sobre idosos". "Qualquer
denúncia desse tipo que chegue ao Governo dos Açores será imediatamente
comunicada ao Ministério Público, que, além disso, desencadeará o
processo de inquérito ao nível dos próprios serviços da administração
regional para reavaliar as condições de prestação desse serviço e
encerramento daqueles que não cumpram essas condições", sublinhava na
altura o comunicado do Governo dos Açores.