MP acusa ex-presidente do Santa Clara e antigo administrador da Azores Parque de insolvência dolosa

Hoje 12:13 — Lusa/AO Online

Em maio de 2023, o ex-presidente do Santa Clara, Rui Cordeiro, foi condenado num processo cível por insolvência culposa da antiga empresa municipal Azores Parque - Sociedade de Desenvolvimento e Gestão de Parques Empresariais, em São Miguel, nos Açores, tendo o antigo dirigente do clube desportivo, e advogado, ficado inibido de ocupar cargos de gestão em empresas privadas ou públicas e em fundações por um período de cinco anos e seis meses.Na mesma ocasião, também Carlos Silveira, antigo administrador da Azores Parque, foi condenado como administrador de direito e inibido de ocupar cargos de gestão em empresas privadas ou públicas e em fundações por um período de quatro anos, tendo o tribunal considerado que não existiam “quaisquer dúvidas quanto à qualificação da insolvência como culposa e da atuação dolosa”.O caso dizia respeito à alienação da Azores Parque, uma empresa municipal de Ponta Delgada que visava a promoção e desenvolvimento urbanístico imobiliário de parques empresariais.Esta quarta-feira, numa informação disponibilizada na página da Internet da Procuradoria da República da Comarca dos Açores, é referido que, a 20 de janeiro, o Ministério Público do Departamento de Investigação e Ação Penal dos Açores "deduziu acusação contra dois arguidos, sendo um presidente do conselho de administração da Azores Parque e outro ex-presidente da sociedade Santa Clara Açores, Futebol SAD, imputando-lhes a prática de um crime de insolvência dolosa".Os factos “ocorreram em 2019, em São Miguel” e, segundo a acusação, os “arguidos fizeram desaparecer do património da Azores Parque imóveis e quantias, no valor global de 4.399.788,90 euros, com intenção de que não respondessem pelos créditos reclamados no processo judicial de insolvência”.A investigação a este caso foi levada a cabo pela secção de Ponta Delgada do Departamento de Investigação Criminal dos Açores, coadjuvado pelo Departamento de Investigação Criminal dos Açores da Polícia Judiciária (PJ), lê-se ainda na nota.