Movimento queixa-se do processo de candidaturas aos apoios culturais nos Açores
Hoje 10:49
— Lusa/AO Online
Em
comunicado, o MOVA alerta para a “falta de clareza e inconsistências
que estão a gerar confusão no setor cultural” dos Açores.Citando
os “vários agentes do setor”, refere que os e-mails de notificação do
resultado da avaliação “começaram a ser enviados de forma faseada e sem
critério claro, não tendo sido comunicados simultaneamente a todos os
candidatos”.De acordo com os subscritores
do comunicado, esta situação “criou um ambiente de especulação e
desigualdade de acesso à informação num momento particularmente sensível
do processo”.Acresce que a documentação
enviada “inclui as grelhas de avaliação com pontuações atribuídas pelos
júris, mas omite elementos essenciais para a compreensão do resultado
final das candidaturas”.O MOVA adianta que
a “omissão da indicação do patamar nas grelhas de avaliação agora
enviadas levanta dúvidas sobre se o patamar a que cada agente concorreu
corresponderá efetivamente ao montante a receber”.As
situações descritas “contrastam com práticas adotadas por outras
entidades públicas de financiamento cultural, como a Direção-Geral das
Artes, onde os resultados são divulgados de forma clara e estruturada,
identificando para cada candidatura a modalidade, o patamar e se a mesma
é ou não proposta para apoio, de acordo com as verbas disponíveis”.O
movimento reconhece “melhorias em algumas fases do procedimento,
nomeadamente na celeridade da constituição dos júris e na realização da
avaliação”, sendo que “os agentes culturais consideram que estas
melhorias não se refletiram na fase de comunicação dos resultados”.“Perante
esta situação, foi solicitado à Secretaria Regional da Educação,
Cultura e Desporto e à Direção Regional da Cultura um esclarecimento
urgente sobre os critérios de comunicação adotados e sobre a forma como
será determinado o financiamento efetivo das candidaturas avaliadas”,
conclui a nota.