Movimento pró-democracia forma cordão humano 30 anos depois de "Cadeia Báltica"
Hong Kong
23 de ago. de 2019, 17:10
— Lusa/AO Online
Junto aos arranha-céus e nos bairros
comerciais da baía de Hong Kong, milhares de manifestantes deram as mãos
em mais um protesto contra o governo pró-Pequim e gritaram “Libertem
Hong Kong”.Os três países bálticos, hoje
membros da União Europeia – Estónia, Letónia e Lituânia – assinalam hoje
o 30.º aniversário do que foi uma das maiores manifestações
antissoviéticas, com mais de um milhão de pessoas de mãos dadas,
formando um cordão humanos com mais de 600 quilómetros.A
cadeia humana de Hong Kong é a última iniciativa do movimento
pró-democracia em perto de três de protestos que conduziram a ex-colónia
britânica a uma crise política sem precedentes.Desencadeada
em junho contra um projeto de lei autorizando as extradições para a
China, a mobilização foi crescendo e as reivindicações aumentaram.“Tentámos
as marchas tradicionais, tentámos atos mais militantes – embora não
esteja de acordo com eles – desta vez damos as mãos para mostrar que
continuamos unidos”, declarou uma manifestante, Wing, à agência France
Presse.Três décadas depois, a comovente imagem do cordão humano de 1989 continua a inspirar os ativistas em todo o mundo.“Ao
fazê-lo, mostramos às pessoas em todo o mundo a alta qualidade da gente
de Hong Kong (…) o que fizeram há 30 anos, nós também o podemos fazer”,
explicou Cat Law, funcionária de logística com cerca de 60 anos.A
ideia da “Cadeia de Hong Kong” foi lançada pelos manifestantes mais
ativos nas redes sociais, que têm recorrido a táticas não violentas para
se fazerem ouvir.