Movimento denuncia mortes em touradas e PAN pede mais fiscalização nos Açores
14 de nov. de 2024, 17:47
— Lusa/AO Online
Segundo revela o
Movimento Cívico em comunicado, as pessoas que morreram foram "um homem
de 58 anos, a 01 de junho, em Angra, um de 52 anos, a 29 de junho, em
Porto Martins, e um outro de 62 anos, a 03 de agosto, em São Bartolomeu
dos Regatos". O movimento admite que possa
ter ocorrido mais alguma morte que "não tenha sido publicamente
noticiada", não sendo também conhecido o número de feridos graves.Ainda
de acordo com Movimento Cívico Abolicionista da tauromaquia, é
"infelizmente algo habitual" todos os anos morrerem pessoas "como
consequência das touradas à corda" realizadas na ilha Terceira e o
número de feridos graves "é também consideravelmente elevado".Citando
dados de um estudo realizado no Hospital de Santo Espírito da Ilha
Terceira, o movimento salienta que "uma em cada dez touradas à corda
acaba com um ferido grave”.“Destes
feridos, quase todos eles, nove em cada dez, são pessoas que assistem
como público às touradas. E um em cada cinco, de forma bastante
significativa, são turistas que se encontram de visita na ilha", refere,
acrescentando que em 2018 e 2019 registaram-se "um total de 56 feridos
graves". Na nota, o movimento alerta ainda
para a violência das touradas, que afeta não só as pessoas, mas também
"animais que são forçados a participar como vítimas nesta retrógrada
tradição", relatando o caso de uma situação ocorrida este ano em Angra
do Heroísmo, na ilha Terceira, onde um touro terá sido obrigado a
ingerir álcool.Sobre essa situação, o
PAN/Açores revelou que na quarta-feira foi notificado pela GNR de
que a denúncia realizada pelo partido em setembro, por suspeita de
maus-tratos a um bovino durante uma tourada/vacada, levou à instauração
de processo de contraordenação, porque "o bem-estar do animal não foi
salvaguardado". Em comunicado, o partido
indicou que aguarda as conclusões do processo, esperando que os arguidos
sejam punidos, bem como o delegado municipal que não teve nenhuma
intervenção “para cessar os maus-tratos".Citado
na nota, o porta-voz do PAN/Açores e deputado único do partido na
região, Pedro Neves, lamentou "mais uma inegável violação dos direitos
dos animais", considerando ter sido "um triste episódio" que reforçou "a
revolta da população em relação ao tratamento dos animais de lide". O
PAN/Açores apelou ainda a "uma severa" fiscalização das atividades
tauromáquicas e revelou que todos os verões continuam a chegar ao
partido "dezenas de notícias de casos de maus-tratos a animais".