Movimento democrático das mulheres entrega petição a favor da paz

18 de nov. de 2010, 06:44 — Lusa/Ao On line

Contactada pela agência Lusa, Regina Marques, dirigente do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), afirmou que “o garante da Constituição é o Presidente da República”, pelo que, “quer a Carta das Nações Unidas quer a Constituição obrigariam” a que Cavaco Silva, “face à cimeira da NATO, pudesse ter uma palavra de paz”. “Nós temos uma Constituição da República que preconiza a dissolução dos blocos político-militares, que preconiza a igualdade e a soberania dos povos relativamente à sua independência. A militarização - também no artigo 7.º da Constituição - está condenada”, recorda Regina Marques. Por isso, um grupo de mulheres ligadas à arte, à cultura, à política, ao desporto, ao associativismo, ao sindicalismo e aos movimentos da paz vão manifestar esta tarde, junto à residência oficial do Presidente da República, a sua “veemente preocupação com os objetivos da cimeira da NATO e deste novo conceito estratégico, que visa o alargamento das razões para qualquer intervenção militar”. Em comunicado, o MDM entende que a NATO “tem sido uma força sobretudo de agressão e não de defesa, tem sido uma força militar responsável pela criação e manutenção de vários palcos de guerra, com motivos que se têm revelado imponderados e onde os civis têm sido as maiores vítimas”. A organização considera ainda que a NATO está a instalar “as suas bases militares em zonas como o Haiti ou no Pacífico por razões que nada têm a ver com a segurança das populações”. No mundo inteiro, “as guerras sangrentas e as corridas aos armamentos geraram a fome, a subnutrição, as doenças que a força das armas nunca calarão”, acrescenta o comunicado do MDM. A cimeira da NATO, na qual estarão presentes cerca de 60 chefes de Estado e de Governo, realiza-se na sexta feira e no sábado no Parque das Nações, em Lisboa.