Ricardo Moura não podia pedir mais da sua prestação no XXXII Além Mar
Rali Ilha Azul, prova que colocou um ponto final nos quase dois anos e
meio sem competir.à geral, à frente do líder do Campeonato
dos Açores de Ralis, Rúben Rodrigues, e a conquista de cinco das nove
provas especiais de classificação (PEC), fizeram valer a pena o
“excelente” fim de semana que passou no Faial.“Correu tudo muito
bem, não tivemos problemas de maior. Foi uma prova muito bem disputada,
acho que conseguimos entrar num ritmo já bom, evidentemente com uma
margem de progressão considerável, pois as coisas não saíam
intuitivamente, como quando tinha mais ritmo, mas fiquei muito
satisfeito com o desempenho de toda a equipa”, afirmou ao Açoriano
Oriental.Apesar de admitir estar um pouco “enferrujado”, Moura diz
que “fui melhorando e agora estaria num bom patamar para começar a
prova. Ter andado com uma viatura duas versões atrás do Skoda atual foi
um desafio extra. Este rali deixa-me satisfeito num aspeto: se me
dedicasse novamente, ao desporto automóvel, voltaria a ser competitivo
como dantes”. No entanto, o foco, repete, está na sua atividade
profissional.O rali faialense ficou marcado pelo mau tempo: o
nevoeiro causou problemas na classificativa Serra Feteira/Praia do
Norte, cuja segunda passagem acabou mesmo por ser cancelada por motivos
de segurança. O decacampeão açoriano explica como viveu a PEC dentro do
seu Skoda Fabia R5.“Venho ao Faial desde 2000 e nunca apanhei
condições tão difíceis durante tanto tempo, do primeiro ao último metro
com a visibilidade totalmente nula. Foi muito difícil ”, diz,
acrescentando que “uma coisa é nevoeiro, outra é uma ‘parede branca’ no
para-brisas”.