Mota Amaral destaca legado "de grande riqueza para os Açores"
Óbito/Mário Mesquita
27 de mai. de 2022, 16:15
— Lusa/AO Online
“O súbito e inesperado
falecimento de Mário Mesquita deixa em choque os seus familiares e
amigos próximos e é uma grande perda para os Açores e a sociedade
açoriana”, vincou ainda o fundador do PSD e antigo presidente do Governo
Regional dos Açores, numa nota escrita enviada à Lusa.O
fundador do PS, professor universitário e vice-presidente da Entidade
Reguladora para a Comunicação Social (ERC), Mário Mesquita, morreu
aos 72 anos, disse à agência Lusa fonte socialista.Mota
Amaral lembra que Mário Mesquita, nascido em Ponta Delgada, nos Açores,
“foi, desde muito novo, uma pessoa de fortes convicções e um lutador
por elas”. “Formado num ambiente de
oposição à ditadura do Estado Novo, andou à bulha com a Censura e com a
PIDE [polícia política], sinistras instituições encarregadas de zelar
pela ortodoxia imposta pelo regime, quando ainda andava no liceu e
depois na universidade, já em Lisboa”, descreveu.O
social-democrata recordou ainda o envolvimento de Mário Mesquita na
“fundação do Partido Socialista, ainda na clandestinidade”, e o facto de
ter sido “o mais jovem jornalista alguma vez chamado a ocupar o cargo
de diretor do Diário de Notícias”.Naquela
posição, “Mário Mesquita esmerou-se em defender as Regiões Autónomas dos
ferozes ataques contra elas desferidos à época pelas forças
centralistas, que identificou, em termos magistrais, como sendo ‘os
burocratas, os tecnocratas e os militares’”.“Afastado
da política ativa, Mário Mesquita brilhou como jornalista e académico,
com carreira na Universidade, promovendo nela o lançamento de estudos
sobre Comunicação Social e fazendo discípulos capazes de continuarem as
suas investigações e reflexões, entretanto divulgadas em livros de
grande valimento”, assinalou.Mota Amaral
recordou ainda o empenho com que Mário Mesquita “velou, enfrentando
fortes incompreensões mesmo dentro dela e ao mais alto nível, pelo maior
envolvimento da Fundação Luso-Americana com as questões açorianas,
durante o seu mandato como administrador […] donde surgiram os colóquios
realizados em várias das nossas ilhas sob a invocação do presidente
Franklin Roosevelt”.“À sua filha e demais
familiares e amigos, endereço, profundamente consternado eu próprio, as
minhas sinceras condolências”, escreveu.