Mota Amaral considera “fundamental” respeitar a vontade dos militantes que elegeram Rui Rio
PSD
14 de jan. de 2019, 16:49
— Lusa/AO Online
“Entendo
que é fundamental respeitar os mandatos. Rui Rio foi eleito há um ano
para um mandato de dois que inclui a sua liderança para as eleições
europeias e legislativas nacionais”, disse à agência Lusa o antigo
presidente da Assembleia da República, que tem direito de voto no
Conselho Nacional que na quinta-feira vai votar uma moção de confiança à
direção.Rui
Rio foi desafiado pelo ex-líder parlamentar Luís Montenegro para
convocar eleições diretas antecipadas, mas rejeitou optando por submeter
a direção a um voto de confiança do Conselho Nacional.Mota
Amaral tem direito de voto no Conselho Nacional como ex-presidente do
parlamento ou ex-presidente do Governo Regional dos Açores.Para
o antigo presidente do executivo açoriano e militante fundador do PSD,
há que “respeitar o que foi decidido pelos militantes”, sendo que “as
pessoas que não estão cómodas dentro do partido devem retirar as suas
conclusões”, “não havendo que destabilizar o PSD a poucos meses de
eleições”. Apoiante
desde a primeira hora da liderança de Rui Rio, Mota Amaral considerou
“muito corajosa a atitude de enfrentar a contestação” no âmbito do
Conselho Nacional , órgão máximo do partido entre congressos, avançando
com uma moção de confiança, o que “destrunfa as iniciativas que por aí
andavam a ser preparadas pelos críticos” O
social-democrata disse esperar que o PSD "encontre rapidamente o seu
caminho de consolidação da sua posição como oposição" com Rui Rio "cada
vez mais claro e determinado, na linha do que tem feito, criticando as
medidas erradas do Governo e apresentando as propostas alternativas que o
partido entende necessárias para a resolução dos problemas nacionais,
com as quais deverá solicitar um mandato nas eleições legislativas de
outubro”. A
reunião do Conselho Nacional extraordinário do PSD para submeter a
votação a moção de confiança apresentada por Rui Rio realiza-se na
quinta-feira, no Porto, disse hoje à Lusa o presidente deste órgão,
Paulo Mota Pinto.O
líder do PSD avisou hoje que não vai "andar a animar a comunicação
social" com questões internas do partido, preferindo criticar a "carga
fiscal brutal" que disse existir em Portugal com o atual Governo.