Moscovo reitera que acordo de defesa com Pyongyang é definitivo
15 de out. de 2024, 15:19
— Lusa/AO Online
O acordo foi firmado pelo
chefe de Estado da Rússia Vladimir Putin e pelo líder norte-coreano Kim
Jong-Un, durante o agravamento das tensões entre Pyongyang e Seul."A
redação do tratado não requer qualquer clarificação, é clara", afirmou
Dmitri Peskov, porta-voz da Presidência russa, questionado pelos
jornalistas sobre a possibilidade de envolvimento russo em caso de
conflito armado na Península da Coreia.Segundo
Seul, o Exército norte-coreano dinamitou hoje secções de uma estrada
anteriormente utilizada para o comércio transfronteiriço com a Coreia do
Sul.O governo sul-coreano afirmou ter retaliado com "fogo de retorno", sem fornecer mais detalhes.A
Rússia e a Coreia do Norte aproximaram-se desde que Moscovo lançou a
ofensiva militar de grande escala contra a Ucrânia em fevereiro de 2022.Pyongyang foi acusada de fornecer projéteis e mísseis ao Exército russo.Kiev reclama que a Coreia do Norte também enviou tropas para a Rússia.Esta
aproximação foi assinalada pela visita do Presidente russo a Pyongyang,
em junho, e pela assinatura do tratado de parceria estratégica, cujo
artigo 4º prevê "assistência militar imediata" em caso de agressão
armada."O mais importante é que este
tratado prevê uma parceria estratégica em todos os domínios, incluindo a
segurança", sublinhou Peskov hoje em Moscovo.O tratado não especifica se a Coreia do Norte beneficia da proteção nuclear da Rússia.Quando
Putin discursou, em setembro, sobre a revisão da doutrina russa
relativa às condições de utilização da bomba atómica, não fez qualquer
referência ao aliado norte-coreano, ao contrário da Bielorrússia, outro
país vizinho, que foi explicitamente mencionado.