Moscovo “não atingirá objetivos” com ataques a centrais de energia
Ucrânia
15 de nov. de 2022, 18:37
— Lusa/AO Online
“Está
claro o que o inimigo quer. Eles não alcançarão os seus objetivos”,
disse Zelensky num curto vídeo publicado na rede social Facebook, em que
acrescentou que o exército russo disparou hoje “pelo menos 85 mísseis”
direcionados sobretudo para “infraestruturas energéticas”.Sobre
a mesma questão, e na rede social Twitter, o ministro dos Negócios
Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba, pediu aos 20 países mais
industrializados do mundo (G20), reunidos em Bali, na Indonésia, uma
“reação de protesto” contra os ataques russos.“Os
ataques afetaram edifícios residenciais e infraestruturas de energia.
Aguardo uma reação da cimeira do G20”, escreveu Kuleba.Após
os novos ataques russos, Zelensky pediu hoje à população que permaneça
nos refúgios ”durante algum tempo” e confirmou o corte no fornecimento
de energia elétrica em “muitas cidades”“Eu
imploro-vos: cuidem-se e fiquem mais algum tempo nos abrigos”, disse
Zelensky no vídeo, em que também adiantou que estão em curso trabalhos
para repor o mais depressa possível o fornecimento de energia nas zonas
em que foi interrompido.“Estamos a trabalhar, vamos restaurar tudo, vamos sobreviver a tudo! Glória à Ucrânia!”, enfatizou o Presidente ucraniano.“[O
exército russo efetuou] 85 ataques com mísseis contra a Ucrânia, contra
as nossas cidades, principalmente contra as infraestruturas de energia.
Está claro o que o inimigo quer: mas não vai conseguir”, insistiu.Segundo
a Ukrenergo, a operadora da rede de distribuição de eletricidade da
Ucrânia, as áreas mais afetadas pelos ataques russos de hoje são no
norte e no centro do país, “onde as paralisações de emergência foram
totalmente implementadas”, informou a agência noticiosa ucraniana
Ukrinform.O alarme antiaéreo foi ativado
em todo o país e a situação nas instalações de energia é "crítica",
informou o porta-voz da Força Aérea Ucraniana, Yurii Ignat, citado pela
agência noticiosa estatal.A presidência
ucraniana, através do vice-chefe de Estado, Kyrylo Tymoshenko, também
considerou “crítica” a situação em que as infraestruturas energéticas de
grande parte do país se encontram, depois dos sucessivos ataques
russos.