Moscovici diz que Centeno é potencial candidato ao Eurogrupo, mas não é favorito
28 de nov. de 2017, 08:43
— Lusa/AO Online
Numa entrevista em
Bruxelas à rádio TSF, Moscovici reconhece que Mário Centeno é um dos
candidatos com quem “gostaria de trabalhar”, mas diz que há “vários
candidatos” com idênticas condições."Vários
candidatos têm as condições requeridas. E, Mário Centeno está
certamente entre eles. Mas, depois eu também penso que pode não ser
óbvio que seja um socialista a presidir ao Eurogrupo. E, também não é o
único que pode lá chegar. Isso terá de ser decidido antes de
quinta-feira", afirmou Moscivici à TSF.A
pouco mais de dois dias para o fecho das candidaturas, sem candidatos
formalmente conhecidos, o comissário espera que entre os eventuais
aspirantes ao grupo informal dos países do euro haja um "bom líder"."Penso
que devia haver pelo menos um bom candidato para presidir ao Eurogrupo,
porque este grupo precisa de liderança. Nunca é fácil. É muito
importante ter um forte e bom líder, que esteja dedicado ao projeto
europeu e que saiba que ao mesmo tempo é preciso ter seriedade e
flexibilidade", salienta o comissário.O
homem que até há semanas era apontado também como um potencial
candidato a presidente do Eurogrupo espera que o futuro chefe do grupo
informal dos países do euro tenha em conta que a fusão entre a pasta das
Finanças na Comissão e a presidência do Eurogrupo deve avançar "o mais
tardar" em 2019."Eu
não sou candidato. Eu pensei e continuo a acreditar que devemos avançar
para a fusão entre a Comissão em funções e a presidência do Eurogrupo.
Mas, isto ainda não está preparado. Isto tem de ser incluído no pacote
[de reforma da União Económica e Monetária]", afirmou."Quem
quer que se torne presidente, gostaria que em princípio fosse apenas
para um curto período, até ao momento que tenhamos uma nova comissão, o
mais tardar", defendeu.O
nome do futuro presidente do Eurogrupo deverá sair da reunião dos
ministros das Finanças da zona euro agendada para a próxima
segunda-feira e será anunciado pelo holandês Jeroen Dijsselbloem, que
assume a presidência desde a saída de Jean-Claude Juncker.