Morreu o antigo Representante da República para os Açores Laborinho Lúcio
23 de out. de 2025, 08:50
— Lusa/AO Online
Segundo
autarca, o corpo de Laborinho Lúcio vai ficar numa capela em
Coimbra, sendo depois transportado para outra na Nazaré, no distrito de
Leiria.Laborinho Lúcio foi secretário de
Estado da Administração Judiciária e ministro da Justiça em 1990,
durante o governo de Cavaco Silva, e Representante da República para os
Açores, em 2003, durante a Presidência de Jorge Sampaio.Foi
também Procurador da República junto do Tribunal da Relação de Coimbra,
inspetor do Ministério Público, Procurador-Geral-Adjunto da República,
diretor da Escola da Polícia Judiciária e do Centro de Estudos
Judiciários.Na Câmara Municipal da Nazaré, foi presidente da Assembleia Municipal, durante o mandado do executivo de Jorge Barroso (PSD).Mais recentemente, compôs a Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais de Crianças na Igreja Católica Portuguesa.A notícia da morte de Laborinho Lúcio foi avançada inicialmente pela CNN.Álvaro
Laborinho Lúcio nasceu na Nazaré a 01 de dezembro de 1941. Na
juventude, foi ator amador, tendo participado na criação do Grupo de
Teatro da Nazaré.Ingressou na Faculdade de
Direito da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito e
obteve o Curso Complementar de Ciências Jurídicas.Laborinho
Lúcio foi membro, entre outras, de associações como a APAV - Associação
Portuguesa de Apoio à Vítima e a CRESCER-SER, de que é sócio fundador. Entre
2013 e 2017, foi Presidente do Conselho Geral da Universidade do Minho e
membro Eleito da Academia Internacional da Cultura Portuguesa.Laborinho
Lúcio estreou-se na escrita de ficção narrativa em 2014, com “O
Chamador”, na Quetzal, editora pela qual lançou mais quatro títulos até
ao ano passado: “O Homem que Escrevia Azulejos”, “O Beco da Liberdade”,
“As Sombras de uma Azinheira” e o livro de crónicas e outros textos “A
Vida na Selva”.Já este ano, em março,
editou, pela Zigurate, com Odete Severino Soares e ilustrações de
Catarina Sobral, o livro “Marília ou a Justiça das Crianças”.Foi condecorado em 2005 pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.