Morreram 57 pessoas afogadas nos meses de verão em Portugal
15 de dez. de 2023, 09:42
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a FEPONS destaca que 57 pessoas morreram afogadas no
verão em Portugal, sendo este é o 3.º pior registo dos últimos sete
anos.“Embora felizmente em termos totais
(106 mortes) exista uma ligeira redução em relação ao mesmo período de
2022 (134 mortes), há que não esquecer que 2022 foi o pior ano, dos
últimos 18 anos, nesta área”, salienta a FEPONS na nota.De acordo com os dados do relatório, a maioria das mortes ocorreu no interior, em zonas não vigiadas.As mortes que ocorreram em zonas vigiadas foram na sua maioria situações de doença súbita, que levaram ao afogamento.Segundo
o relatório do Observatório dos Afogamentos, 82,1% das pessoas que
morreram por afogamento eram homens e mais de metade (62,3%) tinham mais
de 45 anos.A FEPONS destaca também que
61,3% dos afogamentos ocorreram à tarde, 40,6% foram no mar, 28,3% no
rio, 6,6% em barragens, 5,7% em piscinas domésticas, 4,7% em lago, 3,8%
em poços e 3,8% em portos de abrigo.De
acordo com o relatório, 25,5% dos casos ocorreram durante banhos de mar
em lazer, 5,7% motivados por quedas de viaturas à água, 3,8% durante
passeios à beira mar e 2,8% em pesca lúdica com cana. A Federação destaca igualmente que 96,2% dos afogamentos foram em locais não vigiados e 68,3% não presenciados.Quanto à distribuição geográfica, 15,1% dos casos aconteceram no distrito de Porto, 13,2% no de Faro e 12,3% no de Lisboa.A
FEPONS indica ainda que 17,9% das mortes ocorreram no mês de agosto,
15,1% em abril e setembro, sendo que 17,9% dos casos ocorreram a uma
quinta-feira e a uma sexta-feira.