Morre segundo estudante no ataque à bomba junto a escola em Itália

19 de mai. de 2012, 11:35 — Lusa

Duas bombas feitas com botijas de gás explodiram pelas 07:45 locais (mesma hora em Lisboa) junto à escola secundária Francesca Morvillo Falcone, nome da mulher do célebre juiz anti-máfia Giovanni Falcone. Na ocasião, as autoridades davam conta da morte de uma estudante de 16 anos e de ferimentos em mais outros sete alunos. Quesionado sobre um possível atentado de cariz mafiosa, o prefeito da cidade, Mimmo Consales, disse à agência de notícias italiana ANSA que “há muitas coincidências nesta história”, mas frisou que a “única preocupação” deve ser para com os alunos. Além da escola invocar a mulher do juiz anti-máfia, aquele estabelecimento sempre primou por estar na primeira linha da promoção da legalidade e contra toda a máfia, indicou o jornal La Reppublica. Hoje deveria chegar também à cidade de Brisdisi um movimento anti-máfia que percorre a Itália há cerca de 20 anos a lembrar as vítimas do crime organizado. O juiz Falcone, a mulher e três guarda-costas foram mortos a 23 de maio de 1992 num atentado da máfia siciliana que fez explodir 500 quilos de dinamite na auto-estrada entre o aeroporto de Palermo e o centro da cidade.