Moreira vence sem maioria absoluta e BE elege um vereador na Câmara do Porto
Autárquicas
27 de set. de 2021, 12:08
— Lusa/AO Online
Com as sete
freguesias apuradas, o movimento independente Rui Moreira: Aqui Há
Porto! obteve, segundo os dados divulgados pelo Ministério da
Administração Interna (MAI), 40,72% dos votos, elegendo seis vereadores,
não tendo conseguido reeditar a maioria absoluta conquistada nas
autárquicas de 2017.Em declarações aos
jornalistas quando ainda estavam por apurar duas das sete freguesias do
concelho, Rui Moreira garantiu que a governação da cidade estava
assegurada, mas não fechou a porta a eventuais coligações.“Aquilo
que temos de avaliar é se valerá a pena tentarmos governar sozinhos, ou
se haverá condições para chegar a acordo com alguma das forças
políticas — não sei dizer. Aliás, acho que elas também não sabem”,
declarou na altura. Já com os resultados
das freguesias apurados, o BE congratulou-se com a eleição do primeiro
vereador na Câmara do Porto, assinalando que tal “se deve" ao partido.“[É]
também o fim do reinado do rei Moreira e da sua `Via Verde´ no
executivo municipal. Queria dizer a Rui Moreira uma coisa importante,
que afinal o improvável acontece”, atirou o cabeça de lista do BE,
Sérgio Aires.Nas eleições deste domingo, o
BE que até então tinha apenas representação na assembleia municipal e
juntas de freguesia, conquistou 6,25% dos votos, elegendo pela primeira
vez um vereador. Por oposição, o PS perde
um mandato comparativamente às eleições de 2017, ao conseguir este
domingo 18,02% dos votos, elegendo três vereadores para o executivo.Em reação
aos resultados ainda não consolidados, Tiago Barbosa Ribeiro afirmou
que o PS sai como o “maior partido” da cidade, mantendo o segundo lugar
nas eleições.“Só tenho uma palavra. As
questões de governabilidade na Câmara do Porto não se colocam”, afirmou o
socialista, garantindo que continuará a não aceitar nenhuma aliança.Contrariamente ao PS, o PSD duplicou o número de mandatos, elegendo mais um do que em 2017.O
social-democrata Vladimiro Feliz - que conquistou 17,25% dos votos,
elegeu dois vereadores – assumiu, contudo, que “os resultados deste
domingo não foram os ambicionados”, sublinhando que, embora o
independente Rui Moreira tenha sido reeleito, falhou o objetivo de ter
maioria.Apesar de ser a terceira força
política mais votada no Porto, atrás do independente Rui Moreira e do
PS, Vladimiro Feliz acredita que o PSD vai ganhar as eleições
autárquicas nos próximos quatro anos.Ainda
com freguesias por apurar, a cabeça de lista da CDU Ilda Figueiredo
confirmava já a sua reeleição como vereadora, adiantando ter obtido uma
subida na votação e de representatividade nas freguesias.“A
luta vai continuar, provavelmente em melhores condições para defender
os interesses e os direitos dos moradores e o desenvolvimento da cidade
do Porto, uma cidade progressista, mais justa, solidária”, disse. Com
7,51% dos votos, Ilda Figueiredo mantém o seu lugar na vereação.À
semelhança da vereação, o independente Rui Moreira obteve 34,51% dos
votos para a assembleia municipal, mas também sem maioria e perdendo um
deputado. Neste órgão, o PS perdeu três deputados (oito), o PSD ganhou
três (oito), CDU, BE e PAN mantém o número de deputados e o Chega elege o
primeiro.Também nas freguesias, o
movimento independente Aqui Há Porto conquistou cinco das seis
freguesias a que se candidatou. A freguesia de Paranhos mantém-se PSD e
em Campanhã o independente decidiu apoiar o socialista e atual
presidente da junta, Ernesto Santos, que foi reeleito.Nas
autárquicas de 2017, o autarca Rui Moreira foi reeleito para o cargo,
com maioria absoluta, tendo conquistado 44,46% dos votos e alcançado
sete mandatos, contra seis da oposição: quatro do PS, um do PSD/PPM e um
da CDU.Em 2013, quando foi eleito pela
primeira vez, o independente conseguiu conquistar 39,25% dos votos e
seis vereadores, contra três do PS, três do PSD/PPM e um da CDU.No
Porto, foram a votos nestas eleições o Movimento independente “Rui
Moreira: Aqui há Porto” – apoiado por IL, CDS, Nós Cidadãos, MAIS -,
Tiago Barbosa Ribeiro (PS), Vladimiro Feliz (PSD), Ilda Figueiredo
(CDU), Sérgio Aires (BE), Bebiana Cunha (PAN), António Fonseca (Chega),
Diogo Araújo Dantas (PPM), André Eira (Volt Portugal), Bruno Rebelo
(Ergue-te), Diamantino Raposinho (Livre).