Montenegro vê em Bolieiro "oportunidade de inverter rumo da governação" açoriana
17 de dez. de 2019, 10:10
— Lusa/AO Online
“É uma oportunidade, que os açorianos vão ter,
de inverter o rumo da governação, aqui, na região autónoma, e de poder
dar uma uniformidade maior ao desenvolvimento deste arquipélago, de
poder aproveitar mais as capacidades da sociedade civil e podermos ter,
nos Açores, mais sociedade e menos Estado”, afirmou Montenegro.O
candidato à liderança do PSD falava à margem de um encontro com
militantes, que decorreu na segunda-feira à noite, à porta fechada, em
Ponta Delgada.“Creio que há aqui uma certa
limitação no crescimento da região, fruto da omnipresença do Governo
Regional, de todo o circuito de dependências que está enraizado, e que
não é bom para a democracia regional, nem é bom para o país”,
concretizou Montenegro.José Manuel
Bolieiro, vice-presidente de Rui Rio na direção nacional do PSD, foi
eleito líder do PSD/Açores, no sábado, com 98,5%, numa corrida para a
qual era o único candidato.O também
presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada sucede a Alexandre
Gaudêncio, que se demitiu do cargo a 15 de outubro, depois de ter sido
alvo de uma investigação da Polícia Judiciária por suspeita de violação
de regras de contratação pública, de urbanismo e ordenamento do
território enquanto presidente da Câmara da Ribeira Grande.Luís
Montenegro considerou que “o PSD tem, hoje, como candidato a presidente
do Governo Regional [dos Açores] em 2020, uma pessoa altamente
qualificada, um social-democrata, um humanista”.O
antigo líder parlamentar da bancada social-democrata disse, ainda, que a
visita de dois dias ao arquipélago serve para “perceber a realidade da
região, as principais preocupações, os principais anseios e ansiedades,
porque ser líder do PSD também vai ser um exercício de ser porta-voz
dessas preocupações, desses desafios que temos para o futuro”. “Tudo isto é importante para ir assimilando o projeto político para o país”, rematou.Além
de Luís Montenegro, são candidatos à liderança do PSD o atual
presidente, Rui Rio, e o vice-presidente da Câmara de Cascais, Miguel
Pinto Luz.As eleições diretas para
escolher o próximo presidente social-democrata realizam-se a 11 de
janeiro, com uma eventual segunda volta uma semana depois, e o Congresso
acontece entre 07 e 09 de fevereiro, em Viana do Castelo.