Montenegro defende que é preciso dar à população “um acréscimo de sentimento de segurança”
10 de mai. de 2024, 12:01
— Lusa/AO Online
Luís
Montenegro presidiu à cerimónia de tomada de posse do Diretor Nacional
da Polícia de Segurança Pública (PSP), o superintendente Luís Carrilho,
que decorreu no Ministério da Administração Interna, em Lisboa.“A
segurança é objetivamente um fator de competitividade social e também
económica de Portugal. Esta é uma tarefa enorme, que passa por múltiplos
aspetos, que devem desde logo dar à população portuguesa um acréscimo
de sentimento de segurança”, defendeu.“Podemos
estar objetivamente seguros e sentirmo-nos inseguros, acrescentar
sentimento de segurança é uma tarefa importantíssima nos dias de hoje
porque isso contribui para a tranquilidade das pessoas e do país”,
reforçou.A este propósito, disse partilhar
posições expressas pelo novo diretor nacional da PSP de dar “um
incremento nos próximos anos ao policiamento de proximidade”.“Nós
precisamos de mostrar às nossas populações uma presença mais ativa,
também mais preventiva, das nossas forças de segurança e da PSP em
particular”, disse.No discurso da tomada
de posse, o novo diretor nacional da PSP afirmou que tem como objetivo
tornar a polícia “mais próxima do cidadão, mais moderna e com um papel
primordial na segurança nacional e na sua afirmação no contexto
internacional”.Para tal, explicou, vai
apostar em “reforçar o sentimento de segurança” dos cidadãos e de quem
visita Portugal, “incrementar o policiamento de proximidade em toda a
área de responsabilidade da PSP, apostar na formação inicial e contínua
dentro da instituição, valorizar socioprofissionalmente todas as pessoas
que trabalham” na polícia, “incrementar a coesão interna, intensificar a
cooperação nacional e internacional”.“A
Polícia de Segurança Pública é um instrumento capital de política
interna e também um poderoso instrumento de política externa”, frisou. No
início da tomada de posse, a que assistiram as ministras da
Administração Interna e da Justiça e também o cardeal patriarca, o
primeiro-ministro pediu, em tom bem-disposto, a este último que pudesse
“abençoar esta cerimónia e o mandato que se inicia”.Luís Montenegro deixou também “uma palavra de reconhecimento e gratidão ao
superintendente José Barros Correia pelo trabalho de toda a carreira e
nos últimos anos na PSP”, salientando a sua “dedicação e entrega à
dignificação” dos valores desta polícia.O
primeiro-ministro felicitou o novo diretor da Polícia de Segurança
Pública, destacando a sua longa carreira em Portugal e em organizações
internacionais.“É-lhe reconhecida grande
capacidade de diálogo, grande espírito de missão, um elevado sentido de
responsabilidade, que são também garantia da confiança que em si
depositamos para esta nova etapa, este novo ciclo da PSP”, salientou.Luís
Carrilho, atual comandante da Unidade Especial de Polícia (UEP) e com
uma carreira internacional, nomeadamente das Nações Unidas, substitui
José Barros Correia, exonerado na segunda-feira pela ministra Margarida
Blasco.A ministra justificou a aposta num
“novo homem” para dirigir a Polícia de Segurança Pública com a
“reestruturação profunda” que o Governo quer fazer na PSP, mas ainda não
explicou os motivos da exoneração de José Barros Correia, que estava no
cargo desde setembro de 2023.Questionado
sobre esta substituição, mas respondendo de forma mais geral, o
primeiro-ministro defendeu na terça-feira que é natural um novo Governo
fazer substituições de altos cargos."Nós
iniciámos um ciclo novo de Governo, dentro desse ciclo é natural que
haja substituições de altos cargos de responsabilidade que têm a ver com
a execução do Programa do Governo e com o exercício de
responsabilidades que têm tutelas políticas. É preciso dizer isto com
naturalidade, sem dramatismos", declarou então Luís Montenegro, em
resposta a questões dos jornalistas.