Montenegro cita Sá Carneiro para sinalizar que não se calará

PSD/Congresso

8 de fev. de 2020, 20:06 — AO Online/ Lusa

“Eu darei o meu contributo longe dos cargos partidários e públicos, mas sempre perto para ajudar o PSD”, afirmou Montenegro, na sua intervenção perante o 38.º Congresso do PSD.O antigo líder parlamentar do PSD terminou a sua intervenção assegurando que irá seguir o exemplo do fundador Francisco Sá Carneiro, citando o que este disse na Assembleia Nacional em 1972.“O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for”, citou.A intervenção de Montenegro foi ouvida com grande atenção por uma sala finalmente cheia e, se nas críticas ao Governo, foi muito aplaudido, também se ouviram expressões de desagrado - “ahhhhhh” - quando falou da unidade interna.“Disse na noite das eleições que o PSD precisa de paz e unidade e precisa mesmo e todos temos de contribuir para isso. Todos devemos exigir de nós próprios aquilo que exigimos dos outros”, afirmou.O antigo deputado defendeu que o partido precisa de se qualificar e de “refrescar o seu ambiente”.“Há demasiada crispação e demasiada agressividade verbal. Há demasiado fanatismo até”, criticou, considerando que “o partido precisa de tolerância, de respeitar mais a liberdade e diminuir os seguidismos de fação”.Ao longo da sua intervenção, Montenegro foi sendo várias vezes advertido pelo presidente da Mesa do Congresso de que já tinha ultrapassado o tempo, mas prosseguiu até aos 16 minutos, “seis vezes mais” do que o tempo de que dispunha, segundo Paulo Mota Pinto.