Montenegro afirma na ONU empenho na proteção e uso sustentável dos oceanos
25 de set. de 2024, 15:57
— Lusa/AO Online
O
chefe do Governo PSD/CDS-PP, que chegou na terça-feira à noite a Nova
Iorque para participar na 79.ª sessão da Assembleia Geral da Organização
das Nações Unidas (ONU), discursou hoje num painel de alto nível sobre
sustentabilidade dos oceanos.De acordo com
a sua intervenção escrita, Luís Montenegro referiu-se aos oceanos como
"o coração" do planeta, que contém "mais de 80% da biodiversidade
mundial", e defendeu que é uma "responsabilidade coletiva" protegê-los
das ameaças, "dos crescentes impactos negativos das alterações
climáticas, da poluição e da perda de biodiversidade".O
primeiro-ministro afirmou que "Portugal está perfeitamente consciente
destes desafios de natureza global", para os quais "a conjugação de
esforços é imperativa, tal como ouvir e partilhar experiências"."Estamos
empenhados em fazer a transição para uma economia azul sustentável. As
atividades económicas devem desenvolver-se no estrito respeito pelas
normas ambientais e os princípios da sustentabilidade, contribuindo para
a proteção e a conservação dos ecossistemas e para a salvaguarda dos
interesses e dos meios de subsistência das comunidades locais",
acrescentou.Luís Montenegro manifestou a
expectativa de que "a dinâmica alcançada na 2.ª Conferência dos Oceanos
das Nações Unidas, em Lisboa, em 2022, encontrará continuidade e reforço
na terceira edição, em 2025, em Nice", França, e assegurou o contributo
de Portugal para que esse "seja um momento verdadeiramente
transformador"."Acredito que o nosso
futuro comum depende também do nosso continente azul. É crucial manter o
Objetivo 14 e as suas metas no centro da Agenda 2030. É uma agenda que
nos une em prol do bem comum. E juntos conseguiremos fazer a diferença",
considerou.A lista de 17 objetivos de
desenvolvimento sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU estabelece
inclui "Conservar e usar de forma sustentável os oceanos, mares e os
recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável".Este
Objetivo 14 é subdividido em metas como "conservar pelo menos 10% das
zonas costeiras e marinhas" até 2020 e, no mesmo prazo, "acabar com a
sobrepesca, ilegal, não reportada e não regulamentada e as práticas de
pesca destrutivas".Sobre o que Portugal
tem feito nesta matéria, o primeiro-ministro referiu: "Concluímos
recentemente o plano de ordenamento para a totalidade do espaço marítimo
português. Este vai ser atualizado em breve com a identificação das
áreas com potencial para a instalação de energias renováveis offshore.
Aprovámos também o Plano de Ação Nacional para o Lixo Marinho e estamos a
dar início ao Plano de Combate à Acidificação do Oceano".Entre
outros pontos, mencionou também que Portugal está a promover "campanhas
oceanográficas de cariz científico, para aumentar o conhecimento dos
ecossistemas marinhos e apoiar o estabelecimento de novas áreas marinhas
protegidas", reiterando o compromisso de "estabelecer, pelo menos, 30%
de áreas marinhas protegidas até 2030".Luís
Montenegro destacou o envolvimento de Portugal num programa da ONU
"para a governação sustentável dos oceanos e a economia azul dirigido a
funcionários de alto nível de países em desenvolvimento, em particular
dos pequenos estados insulares em desenvolvimento (SIDS)", que terá a
sua primeira edição "em Lisboa, no próximo mês de outubro".