Montenegro acusa António Costa de “teimosia ideológica” no setor da saúde
13 de dez. de 2022, 13:09
— Lusa/AO Online
“Se não fossem
hoje os [médicos] prestadores de serviço que vêm às unidades de saúde,
não havia capacidade de resposta. Essa é a maior evidência daquilo que é
uma mudança estrutural, que por teimosia ideológica do Dr. António
Costa e das pessoas que têm passado no Ministério da Saúde, está a
tardar em ser assumida e executada e isso tem tido como desfecho o
aumento das listas de espera”, afirmou Luís Montenegro, após uma reunião
com o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo
Branco (ULSCB).O líder do PSD voltou a
defender como único caminho para resolver os problemas do setor a
complementaridade entre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a oferta e
a capacidade instalada no setor social e privado, “sem nenhum tipo de
constrangimento ideológico”.Luís Montenegro manifestou também a sua preocupação com o possível encerramento da maternidade do Hospital Amato Lusitano (HAL).“Tivemos
a ocasião de perceber que a informação é muito pouca e também aqui não
há ainda diálogo com a tutela, no sentido de aferir se vai ou não haver
alguma alteração”, frisou.Adiantou que o PSD e ele próprio têm manifestado essa preocupação.“Creio
que não podemos ter serviços públicos apenas e só perspetivados numa
filosofia de relação entre a densidade populacional e um rácio em
relação aos serviços que são proporcionados. E, neste particular,
preocupa-me sobremaneira que se possa estar a preparar qualquer
encerramento um bocadinho nas costas das populações, dos autarcas e dos
dirigentes hospitalares que não têm informação”, salientou.Em
outubro, o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, afirmou que até ao fim
deste ano, o Governo não irá fechar nenhum serviço de obstetrícia nem
blocos de partos nos hospitais do SNS e que só no início de 2023 haverá
decisões sobre esta matéria.O presidente
social-democrata lembrou ainda o período pandémicos que se viveu e ainda
vive no país e que afetou e continua a afetar os serviços de saúde.Nesse
sentido, defendeu a implementação de um plano de recuperação “rápido,
eficiente, robusto mesmo, que possa recuperar tempo perdido e que possa
também evitar no futuro, o acumular de mais listas de espera”.