Montanha do Pico com horário de apoio alargado após registar aumento de 13,5% nas subidas

22 de jan. de 2020, 11:52 — Lusa/AO Online

Em declarações à agência Lusa, o diretor regional do Ambiente dos Açores, Hernâni Jorge, avançou hoje que, na sequência do balanço do ano de 2019, em que se registou um crescimento de 13,5% em relação ao ano anterior na subida da montanha, está a ser preparada “uma revisão do regulamento” que prevê o alargamento dos períodos de funcionamento da Casa da Montanha.No mês de abril, a partir do dia 1, o espaço de registo e apoio aos montanhistas que sobem ao ponto mais alto de Portugal deixa de funcionar das 08:00 às 18:00 e passa a estar aberto entre as 08 e as 20 horas, “e ininterruptamente das 08 horas de sexta-feira às 20 horas de domingo”, explicou o governante.Depois, “no mês de maio, em que só estava aberta ininterruptamente aos fins de semana, passa a estar aberta ininterruptamente todos os dias”, mantendo-se em funcionamento 24 horas por dia até 30 de setembro, prosseguiu.O número de visitantes da montanha, que soma 2.351 metros de altitude, tem vindo a aumentar nos últimos anos, mas, apontou o responsável pela pasta do Ambiente, em 2019, “na sequência do estabelecimento, há cerca de dois anos, da limitação da carga diária, essa distribuição e esse crescimento fez-se também por via de uma quebra da sazonalidade e de uma maior distribuição ao longo dos meses do ano”.A Direção Regional do Ambiente estabeleceu um limite de 320 subidas diárias.O regulamento de acesso à montanha determina ainda que “a capacidade de carga de referência para o percurso é de 160 visitantes, em simultâneo, podendo ser reduzida ou aumentada, até 25%, por decisão do diretor do Parque Natural do Pico, tomada para um período específico, em função do estado do trilho e das condições meteorológicas”."A avaliação que fazemos com os parceiros, mostram que [as medidas] são adequadas à dinâmica e à realidade da montanha e aos objetivos de conservação e gestão do trilho, mas estes são processos dinâmicos, em que a monitorização é permanente, quer da nossa parte, quer na relação direta com os parceiros, sobretudo com os guias e empresas habilitadas que operam na montanha”, afirmou Hernâni Jorge.Durante este ano, houve apenas um dia em que o acesso foi fechado por ter sido atingido o limite de carga máxima.“Os visitantes assimilaram de forma rápida e normal as regras. Eles próprios já procuram a montanha distribuindo ao longo da semana, ao longo dos meses, de forma a que o limite máximo diário não seja ultrapassado”, considerou o governante.Da parte do executivo regional tem havido um esforço de “promover uma maior procura através de empresas habilitadas”, sendo que “em 2014 apenas 25% dos visitantes da montanha eram acompanhados por guias ou empresas de montanha, e em 2019 esse valor atingiu os 47%. Em termos absolutos, em 2014 foram cerca de 2000, em 2019 foram quase 9.400 visitantes que subiram com guia”.Mesmo com um aumento do número de visitantes, “o número de resgates mantém-se mais ou menos o mesmo”, situando-se numa média de 12 resgates por ano.