Moedas insiste no aumento da taxa turística para investir em limpeza, cultura e espaços verdes de Lisboa
8 de jul. de 2024, 17:41
— Lusa/AO Online
“Os
turistas, quando vão a determinada cidade, também têm o seu peso, a sua
interferência, e a nós o que nos preocupa no setor do turismo é que
haja recursos para que os turistas tenham maior ligação com a cidade e
que a qualidade da cidade seja melhorada com esses recursos também”,
disse o responsável, considerando que “é bom para os turistas, mas é
também, sobretudo, bom para os residentes”.Relativamente
aos receios manifestados por algumas entidades de que o aumento da taxa
faça diminuir o número de turistas, Vítor Costa disse não partilhar
desta visão e acredita que tal não vai acontecer.“Já
tivemos experiência de quando a taxa foi introduzida, com um euro,
quando ela passou para dois euros, e isso não teve nenhum impacto. Este
movimento de requalificação, da maior qualidade do turismo em Lisboa
tem-se verificado”, argumentou.A cerimónia
de hoje foi presidida pelo ministro das Infraestruturas e Habitação,
Miguel Pinto Luz, que, em declarações aos jornalistas fez um balanço de
“100 dias de um Governo que veio para fazer e não para tricas
partidárias”.“São os primeiros 100 dias de
muitos outros que o Governo liderado pelo primeiro-ministro, Luís
Montenegro, terá para mostrar aos portugueses aquilo a que veio”,
realçou o governante.Já questionado sobre o
concurso público internacional para a construção e gestão do primeiro
troço da linha de Alta Velocidade Porto-Lisboa, que recebeu duas
candidaturas, Pinto Luz disse que “o Governo não tem de esperar muitas
ou poucas candidaturas” e que o importante é “que se faça bem, em tempo e
dentro dos orçamentos”.