“É
o dia de valorizar a vossa entrega. Porque ser polícia municipal é
entregar-se ao perigo. Foi isto que eu vi a semana passada, no trágico
acidente do Ascensor da Glória. Vi que em poucos minutos a Polícia
Municipal já estava no local, vi os agentes da Polícia Municipal ao lado
dos bombeiros, da Proteção Civil, dos médicos”, disse o autarca.Segundo Carlos Moedas, foi “graças às forças de segurança de Lisboa” que se conseguiram salvar vidas. “Estive
em todos os lugares em que um presidente de Câmara podia ter estado.
Fiz tudo o estava ao meu alcance. Lisboa respondeu com liderança,
coordenação. Por isso sei que nunca será possível agradecer-vos o
suficiente. O país inteiro viu que foram autênticos heróis”, reconheceu.Carlos
Moedas falava na Praça do Município, na cerimónia que assinala os 134
anos da Polícia Municipal de Lisboa, adiantando que hoje se sabe que a
história desta força policial é “ainda mais antiga”, através de uma
investigação do organismo que deu conta de que “na Idade Média existia
em Lisboa uma polícia dedicada à fiscalização de normas municipais”.O
social-democrata sublinhou também a importância de valorizar a polícia
“nos momentos em que ninguém vê” e lembrou que tem defendido mudanças
legislativas para que esta força possa ter mais competências e efetuar
detenções de suspeitos.“E é por isso que
tenho insistido, sem descanso, junto do Governo: Lisboa precisa de mais
polícia municipal, de mais videovigilância, de guardas-noturnos. É a
segurança da cidade que está em causa”, frisou o autarca, que se
recandidata nas eleições de outubro.Carlos
Moedas salientou que os lisboetas “sabem que têm quem os defenda” e que
há uma Polícia Municipal “que está na rua, que quer ser uma Polícia
Municipal mais musculada e que defenda os lisboetas”.“Eu
sei que Lisboa só será uma cidade segura se souber valorizar a sua
Polícia Municipal. É por isso que tenho defendido mudanças legislativas
para que a Polícia Municipal possa ter mais competências, para que possa
efetuar detenções de suspeitos”, afirmou.Desta
forma, Carlos Moedas relembrou que “perante a dor” a cidade de Lisboa
“não se rende, levanta-se, homenageia os que partiram e valoriza os que
nos defendem”.“Estarei sempre convosco,
lado a lado, a lutar por mais meios, mais reconhecimento, mais
dignidade, a lutar pela valorização da polícia”, acrescentou.Nos
seus discursos, tanto o Comandante da Polícia Municipal de Lisboa,
Superintendente José Figueira, como o Diretor Nacional da PSP,
Superintendente-Chefe Luís Carrilho, começaram por homenagear as vítimas
do descarrilamento do elevador da Glória e enalteceram o trabalho dos
agentes municipais não só no dia do acidente, mas em todos os dias do
ano.Na cerimónia estiveram ainda presentes
o secretário de Estado Adjunto da Ministra da Administração Interna,
Paulo Ribeiro, além do presidente da Autoridade Nacional de Emergência e
Proteção Civil, José Manuel Moura, o diretor do SIS, Neiva da Cruz, e o
diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.O
elevador da Glória, sob gestão da Carris (sob a tutela do município),
descarrilou no dia 03 de setembro, num acidente que provocou 16 mortos e
duas dezenas de feridos, entre portugueses e estrangeiros de várias
nacionalidades, e que está a ser investigado.