Ao jornal semanário Expresso, o autarca da capital disse: “sem entusiasmo, votarei em António José Seguro”.“Julgo que [Seguro] tem a capacidade de não dividir, mas terá que respeitar a maioria social de centro-direita que existe hoje em Portugal”, afirmou Moedas.Também no Expresso, mas em artigo de opinião, Cristas defendeu que "é tempo de unir a direita humanista, moderada, tolerante, democrática no único voto possível"."Pertenço à direita moderada, tolerante, de raiz democrata-cristã. Na primeira volta das Presidenciais fui coerente com o meu espaço político e votei em Luís Marques Mendes (apoiado por PSD e CDS-PP)", escreve a antiga presidente democrata-cristã.A também ex-ministra de outra coligação de centro-direita, lamenta ter ficado, "como mais de dois milhões de portugueses", sem qualquer "candidato natural", optando por ir votar "em António José Seguro", com o qual, esclareceu, não tem "qualquer relação geracional ou de amizade".No domingo, António José Seguro e André Ventura foram os mais votados na primeira volta das eleições para o Palácio de Belém e vão disputar a segunda volta, a 8 de fevereiro.O candidato apoiado pelo PS e, agora, também por Livre, PCP e BE, conquistou 31% dos votos e Ventura, líder do Chega, obteve 23%.Em terceiro lugar ficou Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, com 16,%, à frente de Gouveia e Melo, com 12%, e de Marques Mendes, apoiado pelo PSD e CDS-PP, com 11%.À esquerda, Catarina Martins (BE) teve 2%, António Filipe (PCP) teve 1,6% e Jorge Pinto (Livre) 0,6%, abaixo do artista Manuel João Vieira, que conseguiu 1%. O sindicalista André Pestana recolheu 0,2% e Humberto Correia 0,08%.