Moedas defende "fiscalização forte” às velocidades em Lisboa em vez de reduzir 10 km/h
22 de jun. de 2022, 08:49
— Lusa/AO Online
“Seria muito
mais importante ter uma fiscalização forte em relação às velocidades do
que propriamente baixar certas velocidades”, afirmou Carlos Moedas
(PSD), considerando que a redução em 10 km/h não resolve a questão do
incumprimento por parte dos automobilistas.Na
reunião da assembleia municipal, no âmbito da apreciação do trabalho do
executivo camarário nos últimos dois meses, o presidente da Câmara de
Lisboa foi questionado pelo deputado independente Miguel Graça (eleito
pela coligação PS/Livre) sobre a proposta do Livre que prevê alterações
no trânsito, inclusive a redução dos limites de velocidade, ao que
respondeu que a iniciativa vai ser alvo de consulta pública, porque é
preciso “ouvir as pessoas”.Miguel
Graça acusou a liderança PSD/CDS-PP na Câmara de Lisboa de “falta de
planeamento” para a construção da cidade, inclusive na área da
mobilidade, considerando que a medida de transportes públicos gratuitos
para residentes menores de 23 anos e maiores de 65 anos “não é uma
estratégia de mobilidade”.Em
resposta, o social-democrata Carlos Moedas recusou as críticas sobre a
ausência de intervenção na área da mobilidade: “Não é verdade que não
fizemos nada […]. Quantas cidades oferecem transportes públicos?
Quantas? Diga-me quantas?”Relativamente
à alteração da ciclovia da Avenida Almirante Reis, o autarca do PSD
justificou a retirada da sua proposta de uma solução provisória por
considerar que “a polarização que estava a acontecer não é positiva para
ninguém”, inclusive estava a criar “uma fricção social”.A
deputada municipal do BE Isabel Pires afirmou que essa polarização foi
criada por Carlos Moedas quando assumiu o compromisso eleitoral de
acabar com essa ciclovia e o socialista Rui Paulo Figueiredo disse que
“afinal foi uma promessa que o senhor presidente não tinha estudado
convenientemente”.Na
informação prestada à assembleia, o presidente da câmara realçou a 1.ª
edição do Conselho de Cidadãos, indicando que foi “um verdadeiro
sucesso”, com mais de 2.300 pessoas inscritas e 50 que foram sorteadas,
em que “muitas delas nunca tinham estado envolvidas em nada de
político”, pelo que este é um instrumento que reforça a “proximidade e
capacidade de trabalhar em conjunto com as pessoas”.Para
o deputado independente Miguel Graça, que promoveu duas sessões na
assembleia sobre o funcionamento do Conselho de Cidadãos, a 1.ª edição
“não foi um sucesso”.“O
Conselho de Cidadãos não foi um sucesso aqui, mas foi um sucesso lá
fora”, reforçou Carlos Moedas, questionando o porquê desta “bolha” sobre
um instrumento para dar voz às pessoas, que acontece em outras cidades
da Europa, com partidos de direita e de esquerda: “Será que isso é tão
difícil, custa tanto a engolir?”Do
trabalho do executivo camarário nos meses de abril e maio, o presidente
da câmara destacou também a escolha de Lisboa para a missão da União
Europeia de 100 cidades neutras no clima e inteligentes até 2030, o
apoio aos refugiados da Ucrânia e o “sucesso e segurança” do regresso
das festas da cidade após dois anos de interregno devido à pandemia de
covid-19, inclusive a realização dos arraiais populares.