MNE polaco prevê adesão rápida da Suécia e Finlândia à Aliança
NATO
27 de mai. de 2022, 11:58
— Lusa/AO Online
“Estou
muito otimista quanto à entrada da Suécia e da Finlândia [na NATO].
Tendo em conta a dinâmica dos processos políticos e militares na nossa
parte da Europa, não serão certamente necessários anos ou meses”, disse
Zbigniew Rau, citado pela agência russa TASS.Rau
reuniu-se em Ancara com os ministros dos Negócios Estrangeiros turco,
Mevlut Cavusoglu, e romeno, Bogdan Aurescu, e deverá encontrar-se ao fim
do dia com o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, segundo a
agência polaca PAP.Erdogan ameaçou
bloquear a adesão da Suécia e da Finlândia se os dois países nórdicos
continuarem a acolher ativistas do Partido dos Trabalhadores do
Curdistão (PKK), que a Turquia considera ser uma organização terrorista.Numa
conferência de imprensa após encontros com os ministros turco e romeno,
Rau defendeu que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO)
ficará “mais forte” com a adesão nórdica.Disse
também que a decisão dos dois países “é o resultado de uma deterioração
dramática da situação de segurança na Europa, especialmente na região
do Mar Báltico”.Segundo Rau, a decisão
sobre a candidatura sueca e finlandesa deve ser tomada tendo em conta os
interesses dos 30 países da NATO, incluindo a Turquia.“Honestamente,
acredito que este debate antes da cimeira [da NATO em junho, em Madrid]
só pode enriquecer a NATO como um todo à medida que aprendemos a
reconhecer melhor os nossos interesses e a tê-los em conta no futuro”,
disse o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco.A Polónia tornou-se membro da NATO em 1999, e a Roménia em 2004.Na
sequência da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Suécia e a
Finlândia formalizaram a candidatura à adesão à NATO em 18 de maio,
pondo fim à sua política histórica de não-alinhamento com qualquer
aliança militar.Em reação, a Rússia anunciou a criação de 12 bases na sua fronteira ocidental até ao final do ano.A Rússia partilha uma fronteira terrestre de 1.340 quilómetros com a Finlândia e uma fronteira marítima com a Suécia.O
secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, acusou esta semana o
Presidente russo, Vladimir Putin, de ter cometido um “erro estratégico”
ao invadir a Ucrânia para impedir o alargamento da aliança, porque levou
a Suécia e a Finlândia a pedir a adesão.“Ele
queria menos NATO nas suas fronteiras e agora está a receber mais NATO
nas suas fronteiras e mais membros”, disse Stoltenberg no Fórum
Económico Mundial, em Davos, Suíça.