MNE lamenta a morte do refém com nacionalidade portuguesa
Israel
7 de out. de 2024, 10:18
— Lusa/AO Online
"Expressamos
profunda consternação pela morte, hoje confirmada, do nosso concidadão
Idan Sthivi, um dos muitos reféns do Hamas, e enviamos sentidas
condolências à sua família", indica o Ministério dos Negócios
Estrangeiro em comunicado e onde volta a condenar os ataques de há um
ano.Uma organização israelita
de familiares dos reféns do Hamas indicou, esta segunda-feira, que o luso-israelita
Idan Shtivi, morreu em cativeiro estando o corpo em posse do Hamas, em
Gaza. Idan Shtivi, 29 anos, foi raptado no
dia 07 de outubro de 2023 junto ao local onde se realizava o Festival
Nova, a poucos quilómetros do enclave palestiniano atacado pelo Hamas.O
festival de música eletrónica decorria a pouco mais de três quilómetros
do kibbutz Be'eri que também foi alvo da ação armada do Hamas no dia 07
de outubro do ano passado e que fez mais de 1.205 mortos. Durante o
ataque o Hamas fez 251 reféns.O Fórum
Tikva (Forum Esperança), uma outra organização israelita de apoio às
famílias dos reféns, citada pelo portal do jornal Jerusalem Post,
também envia as condolências aos familiares e lamenta a morte de
Idan Shtivi.No passado dia 04 de janeiro, a embaixada de Israel em Portugal já dava conta da nacionalidade portuguesa de Idan Shtivi. "Idan
tem também nacionalidade portuguesa e o irmão e a mãe visitaram
Portugal no mês passado (dezembro de 2023) para pedir ajuda a quem quer
que seja para a sua libertação", afirmava o embaixador de Israel em
Portugal, Dor Shapira. No mesmo
comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros condena "novamente os
terríveis ataques de 07 de outubro de 2023" e "presta homenagem às
quase 1.200 vítimas".No dia em que se
assinala o primeiro ano sobre o ataque do Hamas contra Israel, o MNE
reitera ainda a exigência sobre a libertação imediata e incondicional
dos reféns.No comunicado, o Ministério dos
Negócios Estrangeiros refere que desde 07 de outubro, a região entrou
num ciclo de violência e destruição, causando a morte de muitos milhares
de civis."Apelamos a um cessar-fogo
imediato e incondicional, que permita o acesso de ajuda humanitária às
populações afetadas, designadamente em Gaza", indica ainda o comunicado."Apelamos
ao respeito pelo direito internacional, à máxima contenção de todas as
partes em toda a região e à retoma da via do diálogo e da paz, que
permita viabilizar a solução dos dois Estados", reitera ainda o
Ministério dos Negócios Estrangeiros.