MNE Kuleba defende que NATO deve prevenir em vez de reagir
Ucrânia
30 de nov. de 2022, 17:15
— Lusa/AO Online
“A lógica da tomada de
decisões deve ser alterada”, disse o ministro, que acrescentou: “A
lógica da tomada de decisões deve ser alterada”, disse o ministro para
acrescentar que “as decisões devem ser tomadas antes que ocorram as
tragédias, não para responder a essas tragédias”. Kuleba
afirmou que, desde o início da guerra, os seus aliados da NATO
aumentaram o envio de material militar em reposta aos “novos crimes”
cometidos pela Rússia, e reivindicou a necessidade de tomarem a
iniciativa para evitar novas escaladas militares russas. O
chefe da diplomacia de Kiev exprimia-se durante a reunião dos ministros
dos Negócios Estrangeiros da NATO que hoje termina em Bucareste,
Roménia, e após se congratular com o compromisso dos governos aliados em
prosseguir o apoio à Ucrânia – uma ex-república soviética à semelhança
da Rússia – até ao restabelecimento da sua integridade territorial. Kuleba
sublinhou a importância da instrução militar de soldados ucranianos em
diversos países da NATO mas reivindicou a necessidade de esses programas
de treino serem acompanhados pelo envio de mais armamento. “Mesmo
o soldado mais bem treinado” é vulnerável caso não possua equipamentos
adequados, afirmou o ministro, que se referiu aos sistemas de defesa
antiaéreos, carros de combate fabricados segundo padrões da NATO e
outros veículos blindados como as necessidades mais urgentes do Exército
ucraniano. Ao ser questionado sobre a
quantidade de armas que a Ucrânia necessita para vencer a guerra, Kuleba
disse que “não se pode calcular exatamente” e recusou fixar um prazo
para a concretização do objetivo do seu Governo de recuperar,
militarmente ou através da diplomacia, todo o território anexado pela
Rússia desde 2014. “O mais importante foi
ter escutado dos aliados que estão preparados para estar ao nosso lado o
tempo que seja necessário”, concluiu o ministro, que considerou não se
dever aguardar pelo fim da guerra para iniciar o processo de adesão da
Ucrânia à NATO. Na sua perspetiva, a
suspensão das aspirações da Ucrânia em integrar a NATO, manifestadas na
cimeira da Aliança que decorreu em Bucareste em 2008, constituiu um
“erro estratégico” que tornou possível a invasão pela Rússia. “Consideramos
que deve ser iniciada a avaliação da candidatura da Ucrânia e pensamos
que os erros que se cometeram no passado podem ser corrigidos em 2023”,
disse Kuleba. Moscovo sempre considerou
que a eventual adesão do país vizinho à NATO constituiria uma “linha
vermelha” que não deveria ser ultrapassada. A próxima cimeira da NATO está agendada para julho de 2023 em Vilnius, capital da Lituânia, outra ex-república soviética.