MNE Kuleba aborda integração na UE com homólogo em visita à Sérvia
13 de mai. de 2024, 17:54
— Lusa/AO Online
“Discutimos
diferentes formas de aumentar a nossa cooperação bilateral. O ministro
Djuric expressou o seu apoio à soberania e à integridade territorial da
Ucrânia e eu fiz o mesmo em relação à Sérvia. Abordámos a integração
europeia dos dois países”, afirmou Kuleba numa mensagem divulgada na sua
conta da rede social X (antigo Twitter).O
chefe da diplomacia ucraniana reuniu-se também com o Presidente sérvio,
Aleksandar Vucic, e com o primeiro-ministro, Milos Vucevic.O Presidente sérvio, por sua vez, descreveu a reunião como “muito boa e positiva”.“Debatemos
e acordámos melhorar as relações bilaterais, sublinhando a intenção de
organizar um fórum económico em que participem empresários de ambos os
países num futuro próximo”, declarou Vucic.Salientou
igualmente que o embaixador sérvio na Ucrânia regressará às suas
funções em Kiev o mais rapidamente possível e transmitiu a Kuleba os
problemas que a Sérvia atualmente enfrenta, especialmente a nível
internacional.Por seu turno, Vucevic
sustentou que a Sérvia “está comprometida com o Direito Internacional e
com a integridade territorial de todos os Estados-membros da ONU, entre
os quais a Ucrânia”.Os dois responsáveis
governamentais debateram também a situação política e de segurança no
mundo e as possibilidades de cooperação entre países, dadas as atuais
condições.A Rússia invadiu a Ucrânia a 24
de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias
separatistas pró-russas no leste e “desnazificar” o país vizinho,
independente desde 1991, após a desagregação da antiga União Soviética, e
que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a
aproximar-se da Europa e do Ocidente.A
guerra na Ucrânia já provocou dezenas de milhares de mortos de ambos os
lados, e os dois beligerantes mantêm-se irredutíveis nas suas posições
territoriais e sem abertura para cedências negociais.Os
últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da
Rússia contra cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as
forças de Kiev têm visado alvos em território russo próximos da
fronteira e na península da Crimeia, ilegalmente anexada em 2014.Já
no terceiro ano de guerra, as Forças Armadas ucranianas têm-se
confrontado com falta de soldados e de armamento e munições, apesar das
reiteradas promessas de ajuda dos aliados ocidentais.