MNE e chefe da diplomacia europeia já preparam presidência portuguesa
9 de set. de 2020, 08:56
— Lusa/AO Online
Santos
Silva indicou que manteve encontros com o chefe da diplomacia europeia e
ainda com o presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do
Parlamento Europeu, David McAllister, centrados na presidência
portuguesa, que arrancará dentro de menos de quatro meses, em 01 de
janeiro de 2021.“Em relação à reunião com o
Alto Representante Josep Borrell, evidentemente foi um momento formal,
que era necessário, porque as instituições também precisam de
formalismo, e portanto foi a primeira reunião formalmente tida entre o
Alto Representante e a próxima presidência do Conselho, mas o enésimo
encontro entre pessoas que se conhecem há vários anos e que são amigos”,
disse o chefe da diplomacia portuguesa. Santos
Silva falava em conferência de imprensa no final da deslocação de dois
dias a Bruxelas, também para contactos com a Comissão Europeia no quadro
da preparação do Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal para a
utilização dos fundos europeus para fazer face à crise da covid-19. Os
pontos abordados na reunião foram dois – indicou -, o primeiro dos
quais “a questão da colaboração recíproca ao longo da presidência
portuguesa do Conselho”, tendo em conta que, desde o Tratado de Lisboa, a
política externa e de segurança é conduzida por um Alto Representante, e
não pela presidência semestral rotativa. “O
que eu tinha a dizer ao Alto Representante é o que invariavelmente os
ministros dos Negócios Estrangeiros das presidências rotativas dizem,
que é: «bom, esta é a tua responsabilidade primeira, nós estamos aqui
para ajudar, para realizar as tarefas que entendas que é útil realizar,
etc»”, disse.O outro ponto foi sobre as
prioridades em matéria de politica externa da presidência portuguesa,
que “são conhecidas”, casos da cimeira com a Índia prevista para maio no
Porto, “muito importante para que Europa mantenha o seu olhar em
relação a todas as direções do mundo”.Outras
prioridades, adiantou, são “a implementação dos acordos que se
conseguirem realizar com África”, designadamente o acordo com os países
de África, Caraíbas e Pacífico (o «pós-Cotonu») e as conclusões da
cimeira UE-União Africana, e o reforço da relação da UE com a América
Latina, o que também passará pela conclusão do acordo económico com
Mercosul.“As reuniões correram bastante
bem. Indiquei ao presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do PE a
minha inteira disponibilidade para vir apresentar à comissão, no
momento oportuno, as prioridades da presidência portuguesa”, concluiu.