MNE do G7 discutem hoje em Londres as “ameaças internacionais” à democracia
4 de mai. de 2021, 10:44
— Lusa/AO Online
O anfitrião, o chefe da
diplomacia britânica, Dominic Raab, afirmou que "a presidência do G7 do
Reino Unido é uma oportunidade para juntar sociedades abertas e
democráticas e demonstrar unidade num momento em que é muito necessária
para enfrentar desafios comuns e ameaças crescentes"Além
do grupo dos sete países mais industrializados - Reino Unido, Estados
Unidos, Canadá, França, Alemanha, Itália e Japão -, participam os
ministros da Austrália, Coreia do Sul, África do Sul, União Europeia e
Brunei, que tem a presidência da Associação das Nações do Sudoeste
Asiático (ASEAN).A crise resultante do
golpe no Myanmar e o possível reforço de sanções contra indivíduos e
entidades ligadas à junta militar, embargo de armas e aumento da
assistência humanitária, bem como a situação na Líbia e Síria, vão ser
discutidos esta manhã.À tarde vão ser abordadas as situações na Etiópia, Somália, na região do Sahel e nos Balcãs. O
Reino Unido pretende também trazer para a mesa as atividades
perturbadoras da Rússia, incluindo o aumento de tropas na fronteira com a
Ucrânia, a detenção do oposicionista Alexei Navalny e a situação na
Bielorrússia.Esta é a primeira cimeira
presencial do G7 desde 2019 e um teste para uma ambiciosa cimeira de
líderes que o Reino Unido, que tem a presidência rotativa do grupo,
pretende realizar entre 11 e 13 de junho. Para
garantir a segurança, foi instalado um sistema de testes no local das
reuniões, impostas medidas de distanciamento social e painéis de
acrílico e restrito o número de membros de cada delegação. Na
segunda-feira, primeiro dia da cimeira, os ministros dos Negócios
Estrangeiros do G7 já tinham anunciado um pacote de financiamento para
os próximos dois anos para ajudar mulheres nos países em desenvolvimento
a terem acesso a empregos e desenvolverem negócios para responder ao
impacto económicos da pandemia covid-19.