MNE disponível para ir a comissão permanente do parlamento na quinta-feira
Ucrânia
22 de fev. de 2022, 12:27
— Lusa/AO Online
De acordo com uma nota divulgada pelo gabinete
de Eduardo Ferro Rodrigues, o presidente do parlamento convocou a
reunião da conferência de líderes na quarta-feira, que tem
como único ponto da ordem de trabalhos a “reavaliação da ordem do dia da
comissão permanente de 24 de fevereiro de 2022, tendo o Ministro dos
Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, manifestado a sua
disponibilidade para estar presente na referida Comissão Permanente”.A
nota não especifica o assunto que leva à mudança na ordem do dia tendo
em vista a disponibilidade do ministro dos Negócios Estrangeiros,
Augusto Santos Silva, para comparecer perante a comissão permanente, mas
acontece depois do reconhecimento por parte do Presidente russo,
Vladimir Putin, da independência dos territórios ucranianos separatistas
pró-Rússia.Na segunda-feira, Vladimir
Putin ordenou a mobilização do Exército russo para “manutenção da paz”
nos territórios separatistas no leste da Ucrânia, que reconheceu como
independentes.Putin assinou dois decretos
que pedem ao Ministério da Defesa russo que “as Forças Armadas da Rússia
assumam as funções de manutenção da paz no território” das “repúblicas
populares” de Donetsk e Lugansk.Este
reconhecimento já foi condenado pelo Presidente da República, Marcelo
Rebelo de Sousa, e pelo Governo, nomeadamente pelo primeiro-ministro,
António Costa, assim como pela União Europeia, que garantiu uma resposta
ocidental “com unidade e firmeza”. O
Ocidente e a Rússia vivem atualmente um momento de forte tensão, com o
regime de Moscovo a ser acusado de concentrar pelo menos 150.000
soldados nas fronteiras da Ucrânia, numa aparente preparação para uma
potencial invasão do país vizinho.Moscovo desmente qualquer intenção bélica e afirma ter retirado parte do contingente da zona.Nos
últimos dias, o clima de tensão agravou-se ainda mais perante o aumento
dos confrontos entre o exército da Ucrânia e os separatistas pró-russos
no leste do país, na região do Donbass, onde a guerra entre estas duas
fações se prolonga desde 2014.