MNE considera possível evitar greve nos postos consulares
22 de nov. de 2022, 17:21
— Lusa/AO Online
“Há
espaço para o diálogo e será possível, o sindicato querendo, evitar essa
greve”, afirmou Gomes Cravinho, confiando que “no próximo par de
semanas” será “possível encetar diálogo e olhar para algumas das suas
reivindicações”.O chefe da diplomacia, que
falava numa conferência de imprensa no final de uma reunião de
trabalho, em Lisboa, com o seu homólogo dos Países Baixos, adiantou que
algumas reivindicações, por exemplo dos funcionários no Brasil, “já
foram atendidas”.O ministério tinha já, na
segunda-feira, revelado em resposta dada à Lusa que a portaria relativa
às perdas acumuladas do Brasil tinha sido consensualizada e seria
brevemente publicada.Sobre a situação dos
funcionários da embaixada do Qatar, Gomes Cravinho disse que é “uma
questão pontual que está em vias de ser resolvida”. O
ministro respondia no seguimento de acusações do secretário-geral
adjunto do STCDE - Sindicato dos Trabalhadores Consulares, das Missões
Diplomáticas e dos Serviços Centrais do Ministério dos Negócios
Estrangeiros, de que o Estado português mantinha trabalhadores nas
mesmas condições que outros imigrantes naquele país, que tanta atenção
têm merecido a propósito do Mundial2022, questionando por exemplo a
falta de seguro de saúde.Para o Qatar,
onde trabalham três funcionários na embaixada portuguesa, foram
temporariamente destacados mais dois, para apoiar a comunidade que para
ali se desloque para assistir aos jogos de futebol do Mundial2022.O
MNE português, no esclarecimento feito segunda-feira já tinha dito que
“a situação do seguro de saúde dos funcionários afetos à referida
embaixada está já a ser regularizada”.A
greve dos trabalhadores nas missões diplomáticas e postos consulares,
para decorrer entre 05 de dezembro deste ano e 12 de janeiro de 2023,
foi decretada pelo STCDE.O sindicato
denunciou, entre outras questões, “a inércia do Governo em aprovar novas
tabelas salariais aplicáveis a todos os trabalhadores” e acusou o
Governo português de não concretizar os acordos que foram feitos nos
últimos tempos, em várias matérias.