Missão Escola Pública diz não estarem reunidas condições de equidade para provas e exames
12 de jun. de 2025, 11:42
— Lusa/AO Online
“Apesar dos
diversos alertas lançados ao longo do ano letivo (…) o Ministério da
Educação optou teimosamente por manter o modelo definido, insistindo na
transição digital”, afirmou o movimento de professores, em comunicado.De
acordo com a mesma fonte, à medida que se aproxima a época de provas e
exames chegam às escolas “indicações que apenas reforçam as
preocupações” relacionadas com a falta de capacidade digital dos
estabelecimentos de ensino para garantirem condições equitativas de
realização das provas a todos os alunos.Há
também novas preocupações, segundo o movimento: “As provas finais de
3.º Ciclo realizam-se em dois turnos, o que desde logo levantou sérias
dúvidas quanto à equidade do processo, escreveu o movimento, temendo que
os alunos do segundo turno possam beneficiar da correção de falhas
detetadas no primeiro turno.No documento
são igualmente manifestados receios de que a realização de provas do 3.º
Ciclo em simultâneo com exames nacionais possa originar ruído na troca
de turnos.O movimento apela ainda à
Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) para tomar uma
posição sobre estas e outras questões relacionadas com as provas e
exames, nomeadamente o processo de digitalização e alegadas
desigualdades.Aos diretores escolares pede
que se pronunciem publicamente sobre as condições de aplicação das
provas, que diz estarem a gerar instabilidade e a comprometer o
funcionamento das escolas.“Uma vez mais
assiste-se à atribuição de responsabilidades acrescidas aos professores,
sem qualquer compensação ou reconhecimento”, lê-se no comunicado, em
que o movimento apela para a realização das provas em papel: “Esta é a
única forma de preservar o rigor, a equidade e o bem-estar dos alunos”.Os
exames nacionais do Ensino Secundário começam na próxima terça-feira,
enquanto as provas finais do ensino básico começam no dia 20.